Dia do Bibliotecário...

[Quinta-feira, 12 de março de 2015]

...and I don't care, at all!


Mas gostaria de ganhar livros de presente. Odeio a Biblioteconomia, mas amo bibliotecas e, mais ainda, livros. S2


Na verdade nem tava mais lembrando desse ódio todo, agora que estou formada (um ano da colação dia 14 de abril já) me sinto muito indiferente e, sempre que penso que perdi sete anos da minha vida numa faculdade que não gosto, penso também que nunca mais quero fazer essa besteira de novo.

Sério. Quando você completa 30 anos e não tem filhos, não é casada, namora à distância, não fez pós/mestrado/doutourado e continua no mesmo local de trabalho há quase dez anos, rola muito de as pessoas te fazerem perguntas relativas a tudo isso, o tempo todo, como se elas tivessem muita coisa a ver com sua vida, sabe? E aí eu respondo que não estou nem um pouco preocupada... e que não estou nem um pouco preocupada porque eu POSSO me dar a esse luxo. Estou pagando minhas contas e no momento continuar como estou me é muito conviniente, e é isso que importa. Quando EU encher o saco, eu vou lá e mexo minha bunda para fazer alguma coisa, qualquer coisa que me der na telha. (y)


Concluir uma faculdade que não ia dar em nada foi o suficiente de "ter que" pra mim. Você "tem que" fazer uma faculdade. Fiz. E, pra mim, não serviu. Se eu tivesse alguma outra em mente, faria novamente sem problemas, mas não é o caso. Na verdade, me interesso por tantas outras coisas que pensei que a melhor coisa é aprender tudo isso por conta própria, sem perda de tempo com matérias inúteis e deslocamentos desnecessários. Enfim, sinto que estou livre dessa pressão. Não "tenho que" mais porra nenhuma, é fabuloso conseguir enxergar isso! Como disse, pago minhas contas, então não me venham cobrar mais nada. Não quero excercer a profissão, não quero me especializar em alguma coisa que não suporto sequer ouvir falar no nome - e, claro, muito menos quero ter filhos. E, um ano depois, é maravilhoso poder gritar isso sem toda essa culpa que me consumiu durante todo esse tempo.

Agora estou mais preocupada com o que quero. E eu sei que certas escolhas, vão implicar um "ter que" abrir mão de uma coisa ou outra, mas vai ser consequência do que EU escolhi pra mim.


No mais, desencanei de atrelar minha felicidade e minha realização pessoal apenas à minha profissão. Fazer 30 faz a gente parar para pensar no que realmente importa, e eu cansei de dar murro em ponta de faca e focar no que NÃO está funcionando. É por isso que quero focar esse ano na minha vida pessoal. Tirar força das coisas (e pessoas) boas que têm me acontecido, fazer coisas que sempre quis mas que a rotina de trabalho + faculdade me impedia, me desafiar tentando coisas novas que me devolvam a autoestima e a autoconfiança pra que, aos poucos, eu me descubra com alguma vocação.


Enqaunto isso, fico feliz apenas por não ter mais o trauma referente a essa data. E ficaria mais ainda se ganhasse livros de presente hahaha - mas não de Biblioteconomia, por favor!


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