Nhôi

[Quinta-feira, 15 de outubro de 2015]

Sonhei que eu e uma colega íamos viajar pros EUA a trabalho e meu pai que vinha buscar a gente direto no trabalho e, já no carro, eu percebia que tinha esquecido de pegar calcinha - e minha colega também, mas não tinha problema, segundo ela, a gente comprava lá.

Chegando lá (sei lá que cidade que era), cada um ia pra um cubículo individual de vidro num arranha-céu pra dormir - que mais parecia um elevador de vidro, não tinha espaço para "dormir, dormir" ali. Quando estava próximo de amanhecer, eu, despertada do meu sono capenga naquele espaço pequeno, via golfinhos e algumas baleias no espelho d´água que tinha lá embaixo. E, pra nos acordar de vez, o elevador-cubículo despencava lá do alto (eu apenas tenho HORROR à sensação de queda, é um dos meus piores pesadelos - literalmente) e, quando caía na água, um filhote de golfinho tentava morder minha perna, mas eu via meu pai, minha mãe e minha irmã do lado de fora numa mesa tomando café e conseguia sair dali para pegar um pra mim também, porque né: #prioridades.

Olha, esse sonho é TÃO #minhacara que nem sei.



No mais, sinto falta de escrever.

Mas é tanta coisa e tão pouca coisa ao mesmo tempo que me dá preguiça de sequer pensar em tentar explicar.


Então, estou bem... mas sinto MUITA falta de ter esse tempo pra mim mesma e de compartilhar minhas coisas. Porque sim, eu escrevo pra mim mesma porque preciso pôr pra fora o que quer que esteja acontecendo ou não (estou sem terapia desde meados de março do ano passado e agora não vai rolar de voltar por motivos de tempo, dinheiro e por saber que - ainda - não é a hora de voltar) mas não é a mesma coisa.

Ao mesmo tempo, já faz algum tempo que concluí que esse blog já deu o que tinha que dar e resolvi criar um novo. E depois resolvi que não tinha tempo para isso. Mas agora essa vontade está gritando de novo e, por incrível que pareça, mesmo desaparecida, às vezes ainda recebo algumas visitas então acho de bom tom vir aqui dar um sinal de fumaça. Vamos ver como fica isso. É.



Aié: Obrigada mesmo pelas visitas e comentários nesse longo tempo! Volto pra uma despedida, atualização e esclarecimentos decentes. 

Das piores coisas...

[Segunda-feira, 8 de junho de 2015]

...perceber quando você se torna persona non grata.

...about the idea of FAILURE

[Quinta-feira, 21 de maio de 2015]

But controlling the outcome of everything is impossible. It's just as impossible as fixing everything... which is just as impossible as always being able to handle your own weirdness... which is just as impossible as always knowing how to cope with the holy sacred madness of other people... which is just as crazy as the idea that there is one right way to do things — or that we are MEANT to know how to do everything right, or that the word "right" even means anything... which is just as crazy as thinking that you were ever appointed manager of the whole freaking carnivals in the first place.

[…]

And sometimes when you think that everything is your job, or everything is your fault, or everything is your problem... sometimes, in fact, you have no job at all, but to LET IT GO. Turn it over. Offer it up. Unclench your hands and surrender, so that you can be free.

(Elizabeth Gilbert)



1 mês de cabelinho

[Segunda-feira, 18 de maio de 2015]

Poizé, quem diria que eu me adaptaria TÃO bem a ele TÃO mais curto... não cortava curto desde meus 18 anos, quando tive que tirar resto de luzes pouco tempo depois de começar a pintar de vermelho. Dessa vez, fiz pra tirar resto de progressiva - "só" uns 2/3 do meu cabelo hahaha! Depois falo mais sobre tudo isso, o fato é que hoje faz um mês desse corte que eu já considero pacas!


ANTES




DEPOIS



No dia do corte

Primeiro dia de trabalho

Casamento de uma amiga sábado passado

Hoje

E, por incrível que pareça, não dei chilique nem nada do tipo, como eu costumava fazer se me tirassem um dedinho a mais de cabelo: pelo contrário, a sensação era de que "era pra ser", sabe como? Além de que acabei cumprindo um dos itens da minha lista de "coisas para fazer antes dos 30" - meio atrasado, mas tá valendo: "fazer um corte radical no cabelo". Estou preferindo usar ele com cachos pra ele já ir "se acostumando" ao formato natural dele, mas essa é outra história e será contada em outra ocasião...

30 anos e 3 meses

[Quinta-feira, 14 de maio de 2015]

Trecho de um texto que escrevi pra mim mesma pouco mais de um mês pós meu aniversário...



"[...]

Bem, outra coisa que eu já disse várias vezes é que eu já me sinto com 30 desde meus 27: pelo menos penso nisso desde essa idade. E decidi que, ao invés de sofrer pelo fim dos meus 20 e poucos anos, iria me divertir e me desafiar durante esse tempo... Afinal, essa fase já tinha dado o que tinha que dar: já tinha saído, bebido, beijado, sofrido... tudo com AQUELA ~intensidade~ típica da juventude que a gente associa a vida vivida plenamente. Só que uma hora a idade chega e a gente CANSA, cansa até ver que quer mais é o contrário: PAZ, tranquilidade, sossego... ficar bem com a gente mesma e com o mundo. É bem verdade que todo esse cansaço também vem fisicamente, e essa parte não é lá muito legal... o pensamento de “tô velha” de repente começa a ecoar na nossa mente, e aí começam as diversas fases do processo: negação, medo, negociação, contagem regressiva e o além (créditos ao livro “A crise de 29”, me ajudou MUITO.). Particularmente, me identiquei bastante com o estágio da negociação: ou seja, AS LISTAS. Sempre curti fazer, mas quando me dei conta de que os Anos 30 estavam batendo na porta a coisa tomou uma proporção ainda maior. Enfim, pelo menos ver que isso tava ali, descrito no livro, me deu um alento no sentido de saber que era normal. E, no decorrer desses últimos anos, algumas exigências e expectativas em relação a mim mesma foram diminuindo, uma versão mais sensata de mim mesma foi surgindo e tudo isso foi deixando de ser algo como o acontecimento do século: até porque tenho várias amigas que começaram a passar por essa fase de uns dois anos para cá, meu namorado também é dois anos mais velho e, sinceramente, eu não via a hora desse momento chegar logo pra ver se é tudo isso mesmo, “O auge” da nossa vida adulta.

Mas, eu sou eu, né... e, sendo Nádia, sabia que não conseguiria encarar tudo isso como se nada tivesse acontecendo. E, pra ser sincera, não era bem isso que eu queria... sei que sou obcecada com o fator tempo e bitolada com datas, mas acredito que nós podemos aproveitar a “magia” e a energia de alguns momentos especiais: como o Natal, Réveillon, aniversário... e o aniversário de 30, com certeza, é uma data pra lá de especial! Acho que qualquer década, mas os 30, em particular, representam a passagem pra uma vida adulta propriamente dita. Lógico que tem isso de “os 30 são os novos 20” e assim sucessivamente e que hoje em dia não tem mais isso de ter uma época “X” para poder fazer algo na vida... Mas é inevitável chegar nessa fase sem questionar o que você quer MESMO da vida, sem pensar se era assim que você imaginava que estaria: se queria estar casada, com filhos; morando fora, morando só; trabalhando com isso, estudando aquilo. E é inevitável querer fazer algo a respeito. E aí entram as famigeradas listas, pra gente poder “correr atrás do tempo perdido” – mesmo sabendo que tudo isso é furada porque, afinal, nada impede que você faça um dia depois de completar 30 anos o que poderia fazer no seu último dia com 29.

Talvez meu maior conflito tenha sido essa coisa de querer me desobrigar depois da formatura, mas esse período coincidir com meu último ano na casa dos 20, sabe como? Porque ao mesmo tempo eu que eu me vi livre da monografia e da faculdade, não tinha como ignorar que eu só tinha aquele ano pra "dar um jeito" em todo o resto. E aí, nesse mesmo ano, que eu consegui começar com todos os meus projetos/metas/objetivos devidamente detalhados e registrados, eu tive que lidar com [1] meu namoro à distância que saiu do mundo virtual pra vida real, [2] minha alta da terapia e [3] meu novo horário de trabalho. É como disse a Thais do blog Vida Organizada, no workshop que ela deu em janeiro: “a vida acontece”. E, enquanto eu tentava me adaptar a todas essas mudanças, fui percebendo que muita coisa “não ia rolar” naquele momento. E, ao mesmo tempo que eu ia soltando a rédea de algumas poucas coisas, não me conformava de me ver perder o controle da maioria delas: o diário que eu queria ter escrito durante cada dia dos meus 29, o emagrecimento que não ia ter sua meta toda (nem meia meta, na verdade) atingida até o dia D... até minha conta no azul que ficou vermelha nos 45 do segundo tempo! E, sim, eu sei que parece bobagem, mas pra mim era – é – importante. Enfim, acabei me convencendo de que poderia fazer tudo isso aos 30: por que não? TANTA gente acaba se (re)descobrindo/reinventando durante essa década... e eu não tinha nenhuma urgência como, sei lá, ter filhos, nem tenho nenhuma ambição específica com trabalho e carreira pra ter toda essa pressa. E, assim, terminei/comecei o ano toda empolgada novamente e com todas as listas que eu tinha direito.

[...]

A verdade é que não, não rola nenhum momento de iluminação, você não se sente mais adulta da noite pro dia, nem todas as suas angústias desaparecem porque agora você não tem mais 20 anos nem tempo para nada disso. A verdade é que eu só consigo pensar no “e agora”? Porque até dia 13 it was all about the 30’s, mas agora eu tenho todo esse tempo e um ano novo pela frente (antes eu tinha "todo esse tempo" MAIS um ano, a diferença é essa haha) e todas essas mesmas coisas para fazer, mas não sei por onde começar. Ainda não consegui encarar minhas listas desde que voltei de viagem: não sei se por bode puro e simples, por preguiça ou pra não ver ali na minha frente tudo o que eu não fiz. Mas não posso negar que elas me davam uma direção, principalmente nessa vibe de querer me desobrigar de tudo o que não fosse mesmo necessário. O fato é que, agora eu vejo, meu foco era o aniversário de 30 anos em si... e, agora que ele já passou, eu não sei mais para onde ir. Às vezes quero dar conta de tudo (como quando eu cheguei de viagem e já queria arrumar aquela bagunça lá de casa TODA, o mais rápido possível) e outras, não quero fazer absolutamente nada. Me sinto suspensa no ar, como se observasse meu corpo de cima e soubesse que tenho que voltar à vida mas não consigo; sei o que tenho que fazer, mas não consigo. Só quero ficar longe mais um pouco, não “ter que” ter 30 anos nesse exato momento e enfrentar tudo o que isso implica...



Talvez seja por aí que eu tenha que começar, descobrindo como vai ser essa nova etapa: e só tem um modo de fazer isso, VIVENDO essa nova etapa e MINHA vida, afinal de contas. O que me vem à mente é tentar fazer tudo isso de uma forma mais intuitiva... sem tantas regras, sem tanta data definida, sem pressa, sem querer fazer tudo ao mesmo tempo. Prestar cada vez mais atenção em mim e no que quero e ver o que funciona pra MIM."


No mais, maio marca ainda 1 ano desde que passei a bater ponto eletrônico e minha vida virou de cabeça para baixo... e minha prioridade nº 0 é conseguir resolver minha rotina esse mês de uma vez por todas pra que eu dê conta das coisas que quero pra mim esse ano: e uma das principais é poder voltar a escrever, mais especificamente nesse lugar... meu lar por tantos anos: mesmo que durante o ano passado inteiro eu tenha escrito bastante pra mim mesma, sinto falta desse espaço, de compartilhar certas coisas, das visitas ao meu cantinho. S2

Por agora, podem me dar os parabéns por ter sobrevivido aos 30... #vouconfessarque o "além" tem sido a melhor fase haha! Mas isso é outra história, e será contada em outra ocasião...


Eu volto o/

Dia do Bibliotecário...

[Quinta-feira, 12 de março de 2015]

...and I don't care, at all!


Mas gostaria de ganhar livros de presente. Odeio a Biblioteconomia, mas amo bibliotecas e, mais ainda, livros. S2


Na verdade nem tava mais lembrando desse ódio todo, agora que estou formada (um ano da colação dia 14 de abril já) me sinto muito indiferente e, sempre que penso que perdi sete anos da minha vida numa faculdade que não gosto, penso também que nunca mais quero fazer essa besteira de novo.

Sério. Quando você completa 30 anos e não tem filhos, não é casada, namora à distância, não fez pós/mestrado/doutourado e continua no mesmo local de trabalho há quase dez anos, rola muito de as pessoas te fazerem perguntas relativas a tudo isso, o tempo todo, como se elas tivessem muita coisa a ver com sua vida, sabe? E aí eu respondo que não estou nem um pouco preocupada... e que não estou nem um pouco preocupada porque eu POSSO me dar a esse luxo. Estou pagando minhas contas e no momento continuar como estou me é muito conviniente, e é isso que importa. Quando EU encher o saco, eu vou lá e mexo minha bunda para fazer alguma coisa, qualquer coisa que me der na telha. (y)


Concluir uma faculdade que não ia dar em nada foi o suficiente de "ter que" pra mim. Você "tem que" fazer uma faculdade. Fiz. E, pra mim, não serviu. Se eu tivesse alguma outra em mente, faria novamente sem problemas, mas não é o caso. Na verdade, me interesso por tantas outras coisas que pensei que a melhor coisa é aprender tudo isso por conta própria, sem perda de tempo com matérias inúteis e deslocamentos desnecessários. Enfim, sinto que estou livre dessa pressão. Não "tenho que" mais porra nenhuma, é fabuloso conseguir enxergar isso! Como disse, pago minhas contas, então não me venham cobrar mais nada. Não quero excercer a profissão, não quero me especializar em alguma coisa que não suporto sequer ouvir falar no nome - e, claro, muito menos quero ter filhos. E, um ano depois, é maravilhoso poder gritar isso sem toda essa culpa que me consumiu durante todo esse tempo.

Agora estou mais preocupada com o que quero. E eu sei que certas escolhas, vão implicar um "ter que" abrir mão de uma coisa ou outra, mas vai ser consequência do que EU escolhi pra mim.


No mais, desencanei de atrelar minha felicidade e minha realização pessoal apenas à minha profissão. Fazer 30 faz a gente parar para pensar no que realmente importa, e eu cansei de dar murro em ponta de faca e focar no que NÃO está funcionando. É por isso que quero focar esse ano na minha vida pessoal. Tirar força das coisas (e pessoas) boas que têm me acontecido, fazer coisas que sempre quis mas que a rotina de trabalho + faculdade me impedia, me desafiar tentando coisas novas que me devolvam a autoestima e a autoconfiança pra que, aos poucos, eu me descubra com alguma vocação.


Enqaunto isso, fico feliz apenas por não ter mais o trauma referente a essa data. E ficaria mais ainda se ganhasse livros de presente hahaha - mas não de Biblioteconomia, por favor!


Da série "segredos da vida adulta"

[Quarta-feira, 4 de março de 2015]

Poizé, tô viva: e para quem me conhece pessoalmente e/ou me acompanha nas redes sociais, sabe que os Anos 30 chegaram pra mim dia 14 (daqui a 10 dias faz um mês.). E, olha. Tá difícil entender como é que sua vida pode estar ótima, mas você não.


"I just don't know what to do with myself".

Weird

[Sexta-feira, 16 de janeiro de 2015]




Isn't it weird? Isn't it strange?
Even though we're just two strangers on this runaway train
We're both trying to find a place in the sun
We've lived in the shadows, but doesn't everyone
Isn't it strange how we all feel a little bit weird sometimes

Isn't it hard standing in the rain
You're on the verge of going crazy and your heart's in pain
No one can hear but you're screaming so loud
You feel like you're all alone in a faceless crowd
Isn't it strange how we all get a little bit weird sometimes

Sitting on the side, waiting for a sign, hoping that my luck will change.
Reaching for a hand that can understand, someone who feels the same.
When you live in a cookie cutter world being different is a sin
So you don't stand out but you don't fit in. Weird.

Sitting on the side, waiting for a sign, hoping that my luck will change.
Reaching for a hand that can understand, someone who feels the same.
When you live in a cookie cutter world if you're different you can't win.
So you don't stand out and you don't fit in.

Isn't it strange how we all feel a little bit weird
Strange, how we all get a little bit.
Strange, 'cause we're all just a little bit weird sometimes.


#amoreternoamorverdadeiro pelos Hanson. Sempre ouço quando preciso de conforto. 


Sdds, 1998. Quando a vida era mais simples e eu achava que querer ser uma boa pessoa era o suficiente...

Crise dos 30 + "inferno astral" + TPM = não estou legal. (y)


Estou MUITO cansada dessa coisa de me esforçar tanto para, nos momentos difíceis, perceber que eu tô longe de acreditar em mim mesma como eu deveria - e mereço.

Nesse exato momento só queria uma sessão de terapia ou um abraço ou apenas poder ir para casa ver um filme atrás do outro com bastante pipoca e sem me preocupar com todas essas coisas que eu "tenho que" fazer.

Amanhã vai ser um dia pelo qual esperei ansiosa, espero que eu consiga a "luz" que eu tanto tenho buscado.


Ano Novo

[Quinta-feira, 1º de janeiro de 2015]




Feliz 2015 e um ótimo (re)começo, pra nós!