Balanço de fim de ano - Parte 2: 2014 e a véspera dos 30

[Sábado, 20 de dezembro de 2014]

É... acho que só o título já diz, bem, TUDO. Mas vou dar uma resumida em como tudo isso foi pra mim. Assim como com a postagem anterior, tive que resistir ao impulso de reler tudo o que registrei durante esse ano... até porque sei BEM onde foi que o bicho pegou.

O fato é que estar a um ano dos 30 imediatamente depois de me livrar desse longo processo de #monografia/formatura, ao mesmo tempo que prometeu ser bem divertido (afinal, eu finalmente ia ter tempo pra MIM) também aconteceu de me deixar com uma necessidade de controle que não tinha visto em mim até então. Porque, apesar de ter colocado todas as minhas metas/objetivos/projetos no papel com todas as listas a que eu tinha direito e de toda a minha empolgação, talvez eu tenha caído na besteira de tentar "correr atrás do tempo perdido" de toda uma década em um ano... E apesar de ter tido como um dos principais princípios para esse ano me desobrigar, eu me via, bem, na obrigação (olha a ironia) de querer cumprir TODOS os itens dessas listas sem fim... obrigação essa que era ainda maior do que em outros tempos, visto que agora eu não estava mais estudando e, em tese, tudo isso deveria ser BEM mais fácil.

Só que, não importa o quanto a gente planeje, a vida sempre interfere pra que as coisas sejam, bem, como elas devem ser. É como eu li em um livro: "a vida é o que acontece enquanto estamos planejando" e em outro: "enquanto a gente planeja, Deus ri".


Enfim, como eu já tinha dito, três acontecimentos se destacaram esse ano...

O Alexandre foi a primeira - e a mais esperada - novidade! Depois de ele ter aparecido na minha vida (mais especificamente nesse blog hihi) e de como tudo isso se desenrolou até surgirem nossos sentimentos um pelo outro, de termos melhorado nossos canais de comunicação (do blog pro e-mail, do e-mail pro WhatsApp) e de termos trocado presentes de Natal no fim daquele ano tão difícil pros dois, finalmente o presente que eu mais queria viria até mim no pacote: ele veio para cá um dia depois do meu aniversário e, assim que nossos olhares se cruzaram enquanto ele saía pela porta do desembarque no aeroporto, eu não tive mais dúvida alguma... E a coisa mais incrível que já me havia acontecido ficou ainda melhor assim que ele passou a fazer parte também da minha vida real! É lógico que temos nossas dificuldades, mas num modo geral conseguimos realizar tudo o que queríamos para esse ano... nos vemos como uma frequência ainda maior do que eu esperava, fizemos duas viagens de férias, sem contar os FDS no Rio. Felizmente não moramos muito longe (porque né, ele podia morar em outro país ou, sei lá no Acre haha), temos condições para isso e AMAMOS viajar - aliás, foi uma das principais coisas que nos uniram... Enfim, se deixar eu fico um dia aqui só falando sobre ele e nós, mas como esse post deve ser só um resumo desse ano e como ele já sabe de tudo isso, essa história também será contada em outra ocasião. S2

Petrópolis

Brasília

Rio o/

A segunda foi a alta da terapia. Sim... nós já tínhamos conversado sobre isso pro fim da minha monografia e, depois das férias dele (que emendaram com o Carnaval) e pouco antes das minhas (mais exatamente dez dias antes de eu viajar, 19 de março) finalmente aconteceu... ele deixou claro que achava que era o momento, mas que era importante que eu estivesse bem com isso: e, sim, eu estava. Segundo ele, eu estou saindo da fase "jovem adulta" e começando a ser uma adulta de verdade: e agora preciso começar a tomar minhas próprias decisões, sem ter que pedir uma segunda opinião o tempo todo... e isso fez TODO o sentido do mundo. LÓGICO que eu senti falta (até desenvolvi o que chamei de Depressão de quinta porque era o dia da semana em que eu surtava, com o perdão do trocadilho) e quem mais sofreu com tudo isso foi meu namorado, que tinha que lidar com minhas crises semanais. Mas depois - mais especificamente depois de uma crise DAQUELAS, assim que eu voltei da Itália no começo de outubro e me dei conta de que o fim do ano já estava ali e que eu não ia dar conta de tudo o que tinha planejado para 2014 (ou mais especificamente, antes dos 30) - eu parei com tudo isso porque né, ninguém ia morrer no fim das contas.

Drama mode ON - dizem que isso diminui com os 30, veremos

E, enfim, a terceira foi minha grande pedra no sapato: o ~ponto eletrônico~ (que foi implantado exatamente no Dia do Trabalho, presentão - de grego, claro) e meu novo horário de trabalho - ao invés de 6, agora faria 8h (e mais 1h de almoço.). Tá... é chato, a gente sabia que uma hora ia acontecer e eu tive muita sorte de só ter acontecido depois da formatura e da alta da terapia. O que me mata é que, ATÉ AGORA, eu não consegui me adaptar #falei. O primeiro perrengue foi ter que passar a fazer minhas próprias marmitas (porque eu pago uma fortuna a cada três meses na nutricionista e não vou jogar tudo isso no lixo só porque minha rotina mudou) pra não depender daquelas enormes e não necessariamente saudáveis  que têm pra vender lá (aié, não tem restaurante.). O segundo foi não conseguir encaixar a academia: tive que sair da Curves (porque levava meia hora para ir e mais meia para voltar) e me matriculei em uma do lado de casa ainda em maio pra não ter desculpa, mas mal consegui ir no primeiro mês... depois fui matando um dia aqui, uma semana ali até ver que não ia rolar. Porque acordar cedo não era o suficiente, eu tinha que DORMIR cedo para isso dar certo e isso não era uma possibilidade. É lógico que um dia vou ter que dar um jeito, mas até agora, bem, não deu. O foda é que abandonar a atividade física acabou com minha disposição, se eu dormir menos de 7h eu não sou ninguém. Estou SEMPRE cansada, a ponto de ter me perguntado uma época se não estava com algum problema sério de saúde. E daí pra concluir que era porque "estou velha" foi um pulo: afinal, tenho quase 30, era uma vez meu metabolismo e etc. E esse tem sido meu ciclo sem fim...

A Mafalda me entende...


E uma das coisas que mais quero nesse ano que vem tem bem a ver com isso, conseguir me adaptar a tudo isso e ser uma versão ainda melhor de mim mesma nessa nova fase. Ainda volto para falar mais sobre minhas demais metas para 2014 e as de 2015 feat. meus Anos 30.

Balanço de fim de ano – Parte 1: 1 ano pós-monografia

[Quarta-feira, 10 de dezembro de 2014.]

Ontem fez um ano que eu apresentei minha monografia. Poizé! Minha vontade era de voltar no tempo – ou nos meus textos – e fazer uma retrospectiva daquele ano: mas eu já disse (ou escrevi) TANTO naquela época... Então, como no ano passado ela era A prioridade – e o assunto principal nesse lugar – acho que esse aniversário é uma boa oportunidade de eu “voltar ao MEU lar” e de começar meu balanço de fim de ano (até porque quanto mais se aproximam as festas, menos temos tempo para esse tipo de coisa), desse ano, de refletir sobre “o depois”.

Sobre a monografia em si. O primeiro sentimento foi de alívio, CLARO: afinal, foram três anos com esse peso nos meus ombros! O segundo foi de que ela significou MUITO mais pra mim do que a colação de grau (essa já em abril desse ano.). Lembro de ter feito uma analogia naquela época: a monografia era o final dessa maratona que foi todo esse curso e, apesar de saber que eu não seria vencedora (não seria MESMO bibliotecária), ainda valia a pena fazer esse último esforço até a linha de chegada, por MIM e por tudo o que eu já tinha passado até aquele momento... tá, eu não ganhei a prova e o prêmio principal que era a realização profissional, mas tinha direito à “medalha de participação” e, nesse ponto, eu era tão merecedora daquele diploma quanto qualquer um que estaria naquela cerimônia. É difícil descrever exatamente o que eu senti na hora... Porque eu não estava feliz, mas também não estava triste; não conhecia e não me identificava com ninguém ali; aquele juramento assim como aquela profissão não me representava... Mas, ao mesmo tempo, eu estava sinceramente orgulhosa de ter chegado até ali. Principalmente pela Nádia que um dia teve como sonho “entrar na UnB” – se eu soubesse como SAIR dali seria muito mais difícil! Enfim, realizei esse sonho – mesmo que ele tenha se transformado em um pesadelo no meio do caminho hahaha (depois que passa a gente ri!)! E a monografia foi minha chance de me reerguer e dar meu melhor, do meu jeito (tenho MUITO orgulho do meu trabalho), naquele último km... e cruzar a linha de chegada com a cabeça erguida. E essa sensação de dever cumprido, é, acho que isso meio que resume tudo, já era BEM mais do que eu esperava: não ganhei essa prova, mas outras virão. Demorei muito tempo, muito mais tempo do que a maioria das pessoas leva para concluir uma graduação... mas a maturidade que adquiri nesse tempo é que vai ser meu guia nas minhas escolhas futuras.

I DID it!

E a primeira delas foi dar um tempo disso tudo. Nada de concurso de nível superior ou sequer outra graduação, pós, mestrado... Apesar de ter realmente me interessado pelo tema da minha monografia, o que eu queria – e precisava – MESMO era descansar. A maratona tinha afinal acabado e, apesar de dar uma certa aflição ver todo mundo já comentando e se preparando pra prova seguinte, eu sabia que pra MIM era hora de tirar o tênis de corrida, sentar ali na areia mesmo e apenas contemplar aquele pôr do sol que não se parecia nem de longe com o horizonte de infelicidade que eu pintava lá no começo desse processo... contemplar aquela conquista e tudo de bom que esse ano trouxe junto. E foi com essa vibe que eu decidi me dar férias de, pelo menos, um ano dos estudos – com exceção do Francês, que eu tive que trancar depois do 1º semestre de qualquer forma depois das dificuldades que surgiram durante ano.

E, falando em dificuldades, depois que a gente cresce a gente aprende que a vida real não é um conto de fadas. Então, eu já devia saber que não seria “feliz para sempre” – ou melhor, que, não necessariamente, tudo voltaria a ser como era antes. Da mesma forma, depois de três anos como refém dessa obrigação da monografia e da formatura, eu agora devia esperar algumas questões existenciais do tipo o quê que eu vou fazer com essa tal liberdade? Tanto que quando minha irmã me sugeriu fazer meu ~cartaz motivacional~ para 2014 no fim do ano com ela, me deu um pânico por não acreditar que eu conseguiria preencher TODO aquele espaço (felizmente, acabou que foi bem o contrário e tudo acabou sendo super divertido!)! Enfim, apesar de não ter compartilhado, eu escrevi bagarái pra mim mesma e não vou me estender novamente sobre TUDO o que aconteceu... mas, tentando resumir, como esse novo ano e o fim dessa etapa coincidiram com a véspera dos meus #Anos30, posso dizer que foi um ano no qual três características e/ou processos em especial se destacaram: adaptação, autoconhecimento e autoaceitação. Da mesma forma, foram três os principais acontecimentos de 2014: [1] meu relacionamento com o Alexandre que saiu do virtual e se tornou real, [2] minha alta da terapia e [3] meu novo horário de trabalho.


Mas isso é outra história e será contada em outra ocasião...



[Continua]