Balanço de fim de ano – Parte 1: 1 ano pós-monografia

[Quarta-feira, 10 de dezembro de 2014.]

Ontem fez um ano que eu apresentei minha monografia. Poizé! Minha vontade era de voltar no tempo – ou nos meus textos – e fazer uma retrospectiva daquele ano: mas eu já disse (ou escrevi) TANTO naquela época... Então, como no ano passado ela era A prioridade – e o assunto principal nesse lugar – acho que esse aniversário é uma boa oportunidade de eu “voltar ao MEU lar” e de começar meu balanço de fim de ano (até porque quanto mais se aproximam as festas, menos temos tempo para esse tipo de coisa), desse ano, de refletir sobre “o depois”.

Sobre a monografia em si. O primeiro sentimento foi de alívio, CLARO: afinal, foram três anos com esse peso nos meus ombros! O segundo foi de que ela significou MUITO mais pra mim do que a colação de grau (essa já em abril desse ano.). Lembro de ter feito uma analogia naquela época: a monografia era o final dessa maratona que foi todo esse curso e, apesar de saber que eu não seria vencedora (não seria MESMO bibliotecária), ainda valia a pena fazer esse último esforço até a linha de chegada, por MIM e por tudo o que eu já tinha passado até aquele momento... tá, eu não ganhei a prova e o prêmio principal que era a realização profissional, mas tinha direito à “medalha de participação” e, nesse ponto, eu era tão merecedora daquele diploma quanto qualquer um que estaria naquela cerimônia. É difícil descrever exatamente o que eu senti na hora... Porque eu não estava feliz, mas também não estava triste; não conhecia e não me identificava com ninguém ali; aquele juramento assim como aquela profissão não me representava... Mas, ao mesmo tempo, eu estava sinceramente orgulhosa de ter chegado até ali. Principalmente pela Nádia que um dia teve como sonho “entrar na UnB” – se eu soubesse como SAIR dali seria muito mais difícil! Enfim, realizei esse sonho – mesmo que ele tenha se transformado em um pesadelo no meio do caminho hahaha (depois que passa a gente ri!)! E a monografia foi minha chance de me reerguer e dar meu melhor, do meu jeito (tenho MUITO orgulho do meu trabalho), naquele último km... e cruzar a linha de chegada com a cabeça erguida. E essa sensação de dever cumprido, é, acho que isso meio que resume tudo, já era BEM mais do que eu esperava: não ganhei essa prova, mas outras virão. Demorei muito tempo, muito mais tempo do que a maioria das pessoas leva para concluir uma graduação... mas a maturidade que adquiri nesse tempo é que vai ser meu guia nas minhas escolhas futuras.

I DID it!

E a primeira delas foi dar um tempo disso tudo. Nada de concurso de nível superior ou sequer outra graduação, pós, mestrado... Apesar de ter realmente me interessado pelo tema da minha monografia, o que eu queria – e precisava – MESMO era descansar. A maratona tinha afinal acabado e, apesar de dar uma certa aflição ver todo mundo já comentando e se preparando pra prova seguinte, eu sabia que pra MIM era hora de tirar o tênis de corrida, sentar ali na areia mesmo e apenas contemplar aquele pôr do sol que não se parecia nem de longe com o horizonte de infelicidade que eu pintava lá no começo desse processo... contemplar aquela conquista e tudo de bom que esse ano trouxe junto. E foi com essa vibe que eu decidi me dar férias de, pelo menos, um ano dos estudos – com exceção do Francês, que eu tive que trancar depois do 1º semestre de qualquer forma depois das dificuldades que surgiram durante ano.

E, falando em dificuldades, depois que a gente cresce a gente aprende que a vida real não é um conto de fadas. Então, eu já devia saber que não seria “feliz para sempre” – ou melhor, que, não necessariamente, tudo voltaria a ser como era antes. Da mesma forma, depois de três anos como refém dessa obrigação da monografia e da formatura, eu agora devia esperar algumas questões existenciais do tipo o quê que eu vou fazer com essa tal liberdade? Tanto que quando minha irmã me sugeriu fazer meu ~cartaz motivacional~ para 2014 no fim do ano com ela, me deu um pânico por não acreditar que eu conseguiria preencher TODO aquele espaço (felizmente, acabou que foi bem o contrário e tudo acabou sendo super divertido!)! Enfim, apesar de não ter compartilhado, eu escrevi bagarái pra mim mesma e não vou me estender novamente sobre TUDO o que aconteceu... mas, tentando resumir, como esse novo ano e o fim dessa etapa coincidiram com a véspera dos meus #Anos30, posso dizer que foi um ano no qual três características e/ou processos em especial se destacaram: adaptação, autoconhecimento e autoaceitação. Da mesma forma, foram três os principais acontecimentos de 2014: [1] meu relacionamento com o Alexandre que saiu do virtual e se tornou real, [2] minha alta da terapia e [3] meu novo horário de trabalho.


Mas isso é outra história e será contada em outra ocasião...



[Continua]
3 Responses
  1. Yaciara Says:

    Saudade de seus textos, e é maravilhoso saber que dessa caminhada árdua e dolorosa, você se saiu melhor! E que bom que apesar da biblioteconomia ter sido um entrave na sua vida, você conseguiu passar por ela conquistando medalhas pessoas e com valor gigantesco, só você pode mensurar...

    Preciso te confessar que neste ano, eu descobri que amo bibliotecas, mas não a biblioteconomia e que meus dias provavelmente nela estarão contados... Não dá mais pra mim :'(



  2. Saudades também, Yaci: esse ano foi bem corrido pra dar conta desse espaço aqui (além de que dei pra ficar super crítica com meus textos) mas eu tô voltando o/


    Confesso que minha birra com a Biblioteconomia ainda existe, ainda não entendi o porquê, mesmo com a terapia... mas estou recuperando a paixão que sempre tive por bibliotecas, tentando dissociar a experiência ruim do curso do amor por esse espaço, pelos livros e pela leitura. Até fiz questão de ir em umas duas na Itália, tirei mil fotos, me emocionei e tudo, ó!

    Enfim, o que tem me ajudado bastante foi me forçar a enxergar além da minha vida profissional. Porque não é a única coisa que vai me fazer feliz. E se uma das coisas que todo esse tempo fazendo o que eu não quero me ensinou é que tem que ter um propósito para fazer o que você faz. Se o dinheiro for importante e você puder aguentar, beleza. Senão, parte pra outra. E a gente pode mudar de ideia se e qunado quiser, afinal só tem como saber se vai dar certo ou não, tentando.


    Beijo! :*

    22 de dezembro de 2014 14:02