Tinha esquecido...

[Domingo, 31 de março de 2013]

...que a Páscoa é o feriado oficial das brigas aqui em casa. Pensando por esse lado e levando em conta todo o histórico, até que as coisas tão bem boas. No mais, é lembrar de SEMPRE "tocar o foda-se" porque ninguém se importa com porra nenhuma mesmo e de que eu NÃO sou a culpada por todos os problemas do mundo, então vou cuidar dos meus. Fim.

Olha...

É realmente BEM legal sair da segunda sessão seguida de terapia sem ter sequer vontade de chorar, mas aí vem esse sono DO NADA.

Enfim, há algum tempo já eu tô querendo escrever uma postagem de atualização decente para esse blog. O fato é que algum tempo tenho escrito muito, mas pra mim mesma. Tento entender o porquê de meus comportamentos e atitudes (ou da falta de), apesar de, a essa altura, já ter descoberto que [1] nem sempre eu vou chegar a algum lugar e [2] não necessariamente tudo vai mudar depois disso. Descobri que o fato de, no fundo, eu ter decidido concluir o curso só há pouco mais de um mês (nem EU sabia disso, descobri no dia: sim... porque me formar sempre pareceu a coisa mais lógica a fazer, mas não necessariamente eu tinha aceitado isso), não mudou muita coisa. Porque, agora, não são mais as coisas que têm que acontecer, mas EU que tenho que me mexer. Agora, é me, myself and I. Enfim, ainda não sei do que eu tenho tanto medo, mas já faz tempo que sabemos que nem a monografia nem o fato de eu não gostar do meu curso são o verdadeiro problema. Penso que talvez eu só saiba a resposta quando tudo isso finalmente acabar... fico pensando se sou um caso único, onde já se viu alguém levar mais de dois anos para tentar começar uma monografia? É por isso que eu sempre dou patada em quem ousa me perguntar sobre o assunto... entendam, não é de propósito: só tenho raiva por não saber o que responder, nem pra vocês nem pra mim mesma - e eu só cheguei a essa conclusão há muito pouco tempo. Outro insight que eu tive foi que o tempo que eu perdi não foram os sete anos que eu tô levando para terminar o curso, mas os dois que eu perdi nesse ciclo vicioso. E, olha, foi muita coisa superada nesse tempo: a questão da minha idade, das minhas expectativas, das expectativas dos outros. Agora só resta eu ir lá e fazer o que tem que ser feito. Acho que ninguém tem noção do QUANTO eu quero que isso acabe, nem que seja só para saber como é. Sabe, levar uma coisa até o final; não importa o que eu vá fazer com esse diploma, mas eu o mereço. Fico sonhando com o dia em que eu vou poder rir disso tudo, apesar do pavor de fazer a mesma merda de novo; hoje tento não pensar nisso, não é o momento. Hoje já consigo lidar com tudo isso de forma bem mais serena: ainda fico ansiosa, mesmo porque é da minha natureza, mas não me desespero mais porque eu SEI que eu consigo fazer isso, e só depende de mim.

Acabei me isolando do mundo por causa disso: isso tudo se tornou minha vida. Às vezes, penso que daria tudo para estar, tipo, "com o coração partido": mas me lembro de 2010 e como tudo deu no que deu porque eu tentei substituir uma dor com outra. No fim das contas, praticamente parei de beber e, finalmente, estou começando a perder peso. Sinto saudade de sair com os amigos, mas não falta... não nesse momento. Tem coisas que eu só faço arrastada pela minha irmã (como a dança desde o ano passado, embora ninguém saiba disso). Enfim, sei que não é bom, mas estou tranquila com esse momento introspectivo. Falamos sobre isso hoje, e ele disse que é fato que eu precise de tempo para a monografia, mas que eu posso, sim, sair um dia, e "deixar esse meu novo eu mais positivo sair um pouco, ao invés de trancar tudo aqui dentro".

Estou tentando tirar o vermelho do meu cabelo há um ano agora. Tô amando a nova cor, cobre... ruiva ainda, mas mais discreta. Combina mais com meu eu de agora - apesar de ter começado com isso porque minha tinta saiu de linha. Estou tentando comer direito: minha nutricionista custa uma fortuna e, hoje, além de já ter passado da adolescência e do seu metabolismo acelarado faz tempo, eu já sei que eu realmente tenho certos problemas de saúde que não dá pra ignorar e, depois da trombose, saúde virou coisa séria. Não tenho mais vontade de beber, sério mesmo... LÓGICO que eu ainda amo cerveja e se rolar de eu sentar num bar eu não vou tomar só um copo, mas certamente não ficarei mais de porre. Antes, uma das frases que mais falava era "PRECISO beber"... hoje, só quero tomar um bom banho e relaxar. O que não me transforma necessariamente numa velha chata: se um belo dia eu quiser "encher o pote", assim farei e com louvor! Também não encho o saco de ninguém, já fiz muita coisa para hoje querer apontar o dedo na cara de alguém: e, apesar de ter me metido em muita furada, sinceramente, não me arrependo da minha época de farra - e foda-se quem vem com aquele papo de "não preciso beber pra ser feliz". AH: tenho dormido direito, quase todo dia pelo menos sete horas! Parei a dança do ventre para estudar nos FDS, mas, sinceramente, já tava bem desanimada. Não tenho dom para dançar e, quando a coisa começa a complicar e para de ser divertida, largo de mão mesmo. Ainda sinto falta da salsa, mas por agora infelizmente não dá. Umm, que mais? Comecei francês há quase um mês, meu sopro de leveza às terças e quintas apesar de ter lascado com meu horário de almoço... isso vai ter que ganhar uma postagem à parte.

Tenho tentado ouvir coisas novas, e tem sido bem bom. Meus últimos vícios:


Enfim, tava sentindo falta de me deixar escrever assim, sem me preocupar... Espero poder voltar com mais frequência.


Bisous!

SÓ UMA COISA...

...habemus tema e esboço do pré-projeto o/

E, aié, eu vou fazer uma das monografias mais foda EVER #falei.