Damaged People

[Sexta-feira, 04 de outubro de 2013]



We're damaged people
Drawn together
By subtleties that we are not aware of
Disturbed souls
Playing out forever
These games that we once thought we would be scared of

When you're in my arms
The world makes sense
There is no pretense
And you're crying
When you're by my side
There is no defense
I forget to sense
I'm dying

We're damaged people
Praying for something
That doesn't come from somewhere deep inside us
Depraved souls
Trusting in the one thing
The one thing that this life has not denied us

When I feel the warmth
Of your very soul
I forget I'm cold
And crying
When your lips touch mine
And I lose control
I forget I'm old
And dying


Puta semana estranha. Alternei alguns momentos de euforia extrema com outros de profunda apatia. Para completar, não fui à terapia para poder aplicar os questionários da monografia no dia que eu tenho sessão. Aquela sensação de que minha vida se resume somente a obrigações, e de repente nada mais vale a pena. Não estou deprimida, sequer triste, só me bateu uma letargia que não sentia fazia tempo. Tá difícil pôr a cabeça no lugar e articular as ideias. Talvez seja autossabotagem, com a monografia dando certo (apesar de ainda ter mais um dia de aplicação de questionários e uma boa quantidade de trabalho pela frente) e o ano chegando ao fim... e o "e depois?" se aproximando cada vez mais. Hoje eu não me preocupo por não ter um plano perfeito para quando tudo isso acabar, decidi que não quero viver nessa agonia, quero mesmo é me permitir um tempo para pensar direito - mesmo porque eu posso me dar a esse luxo. Talvez meu medo seja de não conseguir fazer nada, de ver minha vida em suspenso de novo: hoje percebo que eu perdi muito mais nesses dois anos parada que nos sete anos que eu levei para concluir a faculdade. É duro ter que admitir que eu precisei de todo esse tempo para escutar a mim mesma, ver as coisas que mudaram, nem todas para melhor, ainda acho esse meu processo de isolamento bastante negativo, embora não tenha mesmo vontade de que as coisas sejam como antes. O que eu sinto é que eu preciso me encontrar em mim mesma, encontrar coisas boas aqui, para então poder compartilhar tudo isso. A gente acaba se decepcionando com quem a gente menos esperava... mas, no fim das contas, por incrível que pareça, ainda existe quem ache que eu ainda sou uma boa companhia, apesar de tudo, e entenda e se importe: vai ver eu não sou uma pessoa tão horrível e desprezível assim. Agradeço tanto por ter vocês em minha vida! Deveria focar mais no que me dá forças, e não ficar pensando no que não saiu como o esperado: muito menos que as coisas vão ser sempre assim.

E deixa eu parar por aqui, que hoje é sexta, afinal de contas. Chega dessa vibe.
13 Responses
  1. Yaciara Says:

    A melhor coisa do mundo é ter o tempo para pensar. Sempre me atropelei muito, fiz escolhas muito impulsivas e hoje me questiono de todas elas. Talvez se eu tivesse pensado melhor, eu me encontraria nas coisas que faço, mas nem todas eu me vejo. Então, eu tento adaptar as merdas do passado para acertos no presente. É um esforço para suavizar uma culpinha que insiste em me rodear, agora por exemplo, sair o concurso da secretaria de educação, eu que sou apaixonada pela área, fico me questionando, PQ EU NÃO SEGUI O SONHO DE FAZER HISTÓRIA, como eu queria? Será que minha 'paixão' pela Biblio não foi um recurso que eu criei para simplesmente achar que isso era melhor, mas não era tanto assim? Pq se hj eu estou adoentada, 50% vem da chatice do meu trabalho. Vejamos se ainda isso tem jeito. hahaha Beijo.


  2. Alexandre Says:

    Sei que não está passando pelo momento mais feliz de sua vida, ainda sim consigo ver muito potencial e olha que está longe.

    Mesmo daqui seu brilho é mais que perceptível.

    Eu acredito em você, é MUITO capaz, só que te falta uma direção, uma vez que encontra-lá, não tem que pare.

    Tens o melhor dentro de você, mas tem que se libertar desse peso.

    Uma vez que isso acabar, será tudo diferente, você vai ver.

    Beijo!


  3. Alexandre Says:

    Yaciara, eu perdi tanto tempo pensando no que queria, olha bem, tenho 30 e nem consegui completar uma faculdade. Comecei num curso, desisti, quis trocar para outro completamente diferente, voltei para outro na mesma área e depois ainda troquei de ênfase.

    Depois de já ter feito isso tudo, sei que voltar atrás não tem como, o que pode ser feito é caminhar na direção de seu sonho, pegar toda essa sua bagagem e aplicar na sua área de interesse e isso vai fazer de você única.

    Vejo isso todos os dias, comecei fazendo eletrotécnica, onde se exige uma visão dinâmica e de função muito apurada, mesmo não continuando no curso, aprendi a ter esse tipo de pensamento. Hoje lido com projetos mecânicos e todos que estão a minha volta tem uma visão estática dos objetos. Veem um projeto e acham impossível. Eu consigo assimilar a forma e a função e percebo o que é realmente importante e faço do impossível, possível e isso fez toda diferença na minha carreira até então.

    Pensa num jeito de aliar seus conhecimentos com história que você vai longe.


  4. Alexandre, nem eu sabia da sua história com todos esses detalhes hehehe... Demorei MUITO pra ver que eu poderia usar os conhecimentos que eu adquiri até agora: meu psicólogo SEMPRE fala isso, desde que nós começamos, mas eu só comecei a visualizar isso com minha monografia. Hoje acredito que tudo aconteceu no tempo certo, sei que essa monografia só seria possível com esse tema. Hoje visualizo algumas possibilidades, mesmo que temporárias. Não me importo mais com idade, sei que a vida é muito mais que concluir uma faculdade em tempo determinado. Tenho uns três ou quatro amigos que largaram tudo faltando bem pouco e outros que levaram de oito a dez anoz para terminar o curso, todos ainda mais velhos que eu, e todos super talentosos e cada vez com mais gás pra correr atrás do que eles acreditam. O que me fode é isso, não saber o que eu quero nesse sentido. Ontem passei o dia em casa, de atestado, e resolvi pôr uns planos no papel. Simplesmente travei, minha cabeça começou a rodar e tudo parecia escapar pelas minhas mãos como fumaça. Nada me parece sólido ainda, e é o que me apavora. Acho que o me dá forças para conseguir levar essa monografia adiante é a esperança de conseguir tirar esse peso dos meus ombros assim que eu conseguir, finalmente, finalizar todo esse processo.

    Enfim, Yaci é a bibliotecária mais apaixonada que eu conheço... se até você tá em dúvida sobre essa escolha, o resto de nós mortais pode relaxar hahaha! Nem lembrava dessa sua vontade de fazer história! CLARO que tem jeito, você acabou de fazer 25 e já tá no mestrado! Nem vale a pena se descabelar por isso, nunca é tarde para se mudar de ideia e fazer o que se quer de verdade. Depois da trombose percebi que precisava largar mão dessa agonia, desse pensamento de "ter dado errado" porque eu mudei de ideia, e pensar no que era melhor pra mim mesma. Parei à força, mesmo tendo escapado ilesa. Meu coágulo, a propósito, tinha uns 3 cm. TUDO o que eu queria era ter uma direção nesse sentido. Sinto que sem isso, todo o resto não tem força suficiente. Às vezes, eu sinto essa espécie de vazio, como esses dias, mas depois acredito que vou, sim, encontrar um propósito pra mim: não importa quando, mas sim que vou.


  5. Alexandre Says:

    Eu não descobri isso sozinho, foi trabalhando que tive oportunidade de ver que tudo que aprendi, mesmo não sendo da área em questão em algum momento iria fazer a diferença. Como agora vivo num mundo mais de ideias e trabalho em si. Vejo como o background de cada pessoa trás elementos novos para o processo.

    Essa ideia sua de traçar planos no papel eu não faço mais. Quando fiz deu tudo errado e ver meus planos indo pela descarga foi horrível. Prefiro deixar o amanhã em aberto, quem sabe o que pode acontecer? Hoje estou trabalhando num lugar, amanhã pode ser outro. Tenho uma vontade louca agora de ir a Brasília por exemplo. A seis meses atrás nada disso existia.

    Talvez o que te falte seja contato com pessoas com mais experiencia dentro de sua carreira. É quase impossível pegar um pedaço de papel e inventar um emprego. Agora vendo o trabalho dos outros e gostando, se consegue dizer, "Eu poderia fazer isso, ainda melhor!" É muito diferente.

    Não sei se onde trabalha agora é um lugar grande, se for dá uma explorada em setores que você acha que poderia trabalhar, quem sabe? Converse com essas pessoas. Tem que ver quão funda é a toca do coelho. É muito mais fácil quando se sonha com uma coisa que você sabe que existe.


  6. É engraçado como esperam que a gente saiba o que quer fazer pelo resto da vida aos 18 anos. E, quem diria, 10 anos depois, eu ainda não sei! No começo desse processo de bater o pé e admitir que eu não queria ser bibliotecária, simplesmente amaldiçoei o curso e a mim mesma - afinal, a escolha foi MINHA. Fazer a monografia significava passar entre um semestre e um ano mergulhando num universo que não tinha nada a ver comigo, e a única opção que eu tinha era encontrar um tema que fosse o menos insuportável possível. Levei por volta de um ano pra finalmente optar pelo meu tema, uma vez que não tinha sido feito ainda na minha Faculdade (depois descobri que tinha UM trabalho, de 2007). Entre fazer MAIS UM trabalho sobre qualquer chatice que já tinham falado milhões de vezes e ter que me esforçar um pouco mais para ir atrás de algo que me interessava e no qual eu acreditava, eu preferi a segunda opção. E foi aí que eu comecei a abrir minha cabeça. Desde o começo meu psicólogo diz que o problema não era o curso: e eu sempre ouvia aquilo mas entrava por um ouvido e saía pelo outro... quando eu finalmente enxerguei esse outro enfoque, as coisas começaram a fazer sentido. Hoje nada mais parece tão horrível, mesmo porque não precisa ser definitivo. Talvez eu sempre esperei tenha esperado uma resposta pronta. Mas você tá certo, tem que se explorar outras possibilidades. Já tenho outros dois setores em mente e já conversei até com uma bibliotecária de outro órgão. De qualquer forma, é o que eu, em teoria, conheço... e não custa tentar, pegar alguma experiência na área.

    Aliás, adoro conversar contigo sobre essas coisas exatamente por ter essa visão. Sabe, eu nem penso em um emprego perfeito... mesmo porque eu não quero ter medo de mudar de ideia. Só queria, quando alguém por acaso me perguntasse, por exemplo, "o que você gosta/gostaria de fazer" poder ter uma resposta. Às vezes eu quero fazer tudo. Outras vezes, nada parece capaz de me satisfazer. Enfim. Como será o amanhã? Responda quem puder! Ninguém pode.


    PS: Vontade louca de vir pra cá? Sério? Sehr interessant... ;)


  7. Alexandre Says:

    Não tem como mesmo, com 18 anos eu fiz uma escolha na minha área de interesse mas não no curso que queria pois enxergava uma possibilidade de emprego ali. Chegou na metade eu não suportava mais, amaldiçoei aquele lugar e não teve ninguém capaz de me fazer mudar de ideia. Depois daquela tentativa fracassada de trocar para contabilidade, que seria um erro ainda maior, aceitei transferir de universidade e de curso, como único jeito de não perder o que já estava feito. Tinha que respirar novos ares.

    A minha monografia é sobre uma chatice que já falaram milhões de vezes... por isso que peno tanto para escrever essa droga.
    Devia ter pensando melhor e escrito sobre algo que achava interessante, mas não, em vez disso me odeio por ter tido essa ideia ridícula.

    Estava pensando sobre o meu antigo plano, não só estaria ganhando menos, como o cara que ficou com a vaga que eu queria infartou ano passado devido a pressão. A única vantagem é que eu não seria demitido nunca. Não tenho mais esse medo de perder o emprego, achava na época que não conseguiria arrumar outro.

    Alias, quando as coisas não acontecem do jeito que deveriam ser, depois de todo o drama a vida nunca me faltou com a chance de olhar aquilo novamente e perceber que era menos do que eu esperava e a inda bem que não aconteceu.

    O primeiro passo dessa jornada para descobrir o que você realmente quer é se formar. Ai sim, terá liberdade o suficiente para se empenhar nessa busca.

    Será que aguento Brasília?, a minha prima foi e voltou da amostra grátis do inferno. Ai é quente e seco, aqui frio e úmido. Te falei que temos a nossa própria Oktoberfest?

    Mas se tem uma estrela bem no meio do deserto eu ei de encontra-la.


  8. Achei que eu tinha criado essa expressão "amostra grátis do Inferno": se EU que nasci aqui acho isso, imagina para quem vem de fora haha! Quem vem do litoral então, se sente, quase literalmente, como um "peixe fora d'água". É pior para quem tem algum problema respiratório, essas "ites" da vida. Mas podia ser bem pior, quente e úmido, por exemplo. O clima aqui pode ser resumido como "inverno seco X verão chuvoso". Adoro tanto quando volta a chover e quando para, isso é lá pros fins de maio, começo de junho... aí faz um frio delícia, sem chuva, que dura até julho: é ótimo para curtir as festas juninas e julinas.

    E como é que você só me fala dessa Oktober Fest agora? Frio e úmido não deve ser tão ruim, acho que eu sobreviveria facilmente: principalmente estando bem acompanhada...


  9. Alexandre Says:

    A expressão é sua mesmo, é que fiquei com preguiça de fazer a citação corretamente, com nota de rodapé e tals.

    Meus problemas respiratórios são incógnitas, sumiram depois que me convenci que não tinha mais. Alergia a mofo é real, se vestir um casaco guardado... Esse problema não vou ter ai.

    O rio é quente e úmido, lá não venta, você é atingido por um bafo quente fedendo a maresia.

    São poucos os dias aqui de inverno seco.

    É a Bauerfest! A festa de colonização alemã. É no final de junho/inicio de julho. Mal fui na última de tão lotada que estava. Só tomei um chopp e comi uma weisswurst. Não tinha onde sentar para comer joelho de porco com chucrute.

    Final de setembro teve a da colonização italiana. Nessa eu nem fui por estar as voltas com o RiR. Me falaram que estava cheia também e comer pizza / lasanha com vinho em pé é muita forçação de barra.

    Claro que Oktoberfest em Munique > Blumenau > Petrópolis.

    Fico mesmo é preocupado com os seus sonhos, esse lugar não realiza nem os meus.


  10. Colonização Italiana TAMBÉM? Gente, mas que sonho gastronômico! Se eu não ficasse tão impaciente com lugar lotado...

    Aqui tenho tudo na porta de casa, mas ainda tenho vontade de experimentar morar num lugar diferente... mesmo que por pouco tempo, só pra ver de qualé. Pelo menos daqui, morar numa cidade de praia ou numa cidade menor e mais tranquila parece bem agradável. Enquanto eu não resolvo minha vida, dá pra curtir a Itália e a Alemanha de verdade! Essa ideia de ir até a Oktober "original" me parece cada vez mais atraente!

    AH: ri demais com a "citação com notas de rodapé" hahaha!


  11. Alexandre Says:

    O horário que fui também não ajudou. De dia é bem mais tranquilo. A noite a cidade inteira vai para lá e fica até difícil de andar. Lotado assim também acho ruim.

    Onde quer que for, vai ser ser o máximo estando junto com você. Afinal, não é por causa das condições atmosféricas que quero ir a Brasília.

    O mais justo é você ter a chance de tirar as próprias conclusões. Se quer uma experiencia diferente, você vai conseguir. Até para ir a padaria tem que pegar o carro. Temos uma máquina de pão para driblar esse problema.

    Bom, tem o rio também. Sei de lugares ótimos para se morar por lá. Será como no núcleo rico de uma novela da globo, sem toda aquela baixaria, claro! Até te arrumo uns álbuns de bossa nova para servir de trilha sonora.


  12. AMEI esse cenário, "núcleo rico de novela da Globo" hahaha! Além de que uma coisa que eu ainda PRECISO na vida é poder, uma vez ou outra, sair do trabalho, parar num calçadão, pegar uma cerveja ou uma água-de-coco, e ficar lá só olhando o mar. Ainda temos o fato de quase todos os shows passarem no Rio, olha só!

    Da mesma forma, você vindo pra cá, eu faria de tudo para tornar tudo o mais agradável possível, mesmo o clima não ajudando. E sempre dá pra dar uma fugida, claro. Só que academia não seria uma opção, teria que ser uma realidade, porque eu iria acabar te engordando de tanto que eu gosto de sair para comer kkkkk!

    A propósito, você é a única pessoa que eu conheço que tem todas essas geringonças culinárias e realmente usa! Aqui eu não vivo mais sem a Nespresso, nem sei como eu fazia antes dela. Mas ainda tenho vontade de experimentar a fritadeira sem óleo haha!


    No mais, também acredito que qualquer lugar seria ótimo tendo você por perto ;)


  13. Alexandre Says:

    A novela da academia é o seguinte. Quero fazer antes de ir trabalhar. Sei que depois não vou, é pedir demais e não estou querendo mais esse entrave na minha vida. Só que para ir antes, para dar tempo, tenho que cortar caminho por uma estrada de terra infernal entre a academia e o trabalho. Esse rally diário, não seria problema se o jipe estivesse funcionando direito. Já passou em dois mecânicos e o problema continua. Segunda vou levar em outro. Quando resolver isso o plano é frequentar a academia diariamente.

    Engordar é um risco que você vai ter administrar também. Adoro sair para comer.

    Falando em nespresso, comprei aqueles cafés novos que estão vendendo. Kazaar eu não gostei, é torrado demais, parece mais café queimado. Dharkan é uma delicia. Nossa, que café gostoso, é um ristretto ainda melhor. Também peguei aqueles cafés aromáticos que não havia provado. O de baunilha é horrível. Caramelo um pouco menos. O de chocolate é bom, mas isso já era de se esperar afinal é chocolate. Seria difícil de estragar um café desses.

    Estou de olho numa maquina de fazer sorvete, depois tenho que dar uma pesquisada para ver se vale a pena mesmo.