Ouviram minhas preces

[Terça-feira, 16 de julho de 2013]

Minha orientadora adiou a reunião dessa terça pra quinta. Se não fosse isso, não consigo imaginar o quão fodida eu estaria.

E pensar que tem pouco mais de dois meses que tudo efetivamente começou, ainda temos, no mínimo mais três. Preciso arranjar outro jeito de lidar com isso. No mais, uma constatação: de lá para cá, o problema deixou de ser a monografia em si (o curso então, é só um detalhe... já tô acabando mesmo), mas sim a obrigação de fazê-la e o que isso me impõe. Sempre fico com raiva por TER que fazê-la e não poder fazer isso ou aquilo outro; quero pensar  no que vai ser depois que acabar, mas não consigo, me sinto presa, não consigo encontrar um equilíbrio. No fim das contas, nos 45 do segundo tempo, eu consigo fazer as coisas, e fazer até bem feitas, sempre recebo elogios: mas SEI que poderia ter feito melhor e, principalmente, sem tanto ~sofrimento~ (Masoquista é meu sobrenome). É só um trabalho de faculdade, pelamordedeus. Mais uma vez, me sinto na necessidade de dizer a mim mesma que eu não vou adoecer por causa disso. Chega, eu só quero tentar levar uma vida o mais normal possível nesse meio tempo, já passei por cada coisa pior nos últimos quatro anos e sobrevivi, tudo está tão mais simples agora mas eu não consigo facilitar as coisas pra mim mesma.



A propósito, fiz mêsversário de 5 meses esse domingo. Tenho um mês pra planejar pra que a segunda metade do meu ano valha ainda mais a pena que a primeira.
1 Response
  1. Alexandre Says:

    eu funciono tão bem aos 45 do segundo tempo. Tenho as melhores ideias quando tudo parece perdido. Falta isso nessa história, para mim. Essa sensação de ou vai ou racha e depois não tem mais. É tão fácil postergar com tudo que aparece de imediato para resolver.