Alguns planos pro ano que vem

[Quarta-feira, 05 de junho de 2013]


1. Projeto X (sobre qual eu falo depois que definir todos objetivos em relação a essa meta);
2. Voltar a estudar italiano e começar um curso regular;
3. Pedir minha remoção de setor no trabalho.


Até trabalhar na BIBLIOTECA deve ser melhor.


Sei que eu só tenho falado sobre isso, mas foda-se. O blog é de quem? Poizé.


Hoje foi a gota d'água. O ponto positivo foi saber que eu não vou ter problemas em sair daqui, o que era uma das minhas maiores preocupações. Outra coisa boa foi ter uma conversa cara a cara. O que tava me matando era esse "disse me disse". No mais, a palavra de ordem agora é resignação. A fim do meu objetivo maior, que é conseguir me formar sem maiores problemas do que os que eu já tenho no momento. É lógico que eu não ia morrer aqui, mas como o horário é conveniente pretendia ficar até, sei lá, "me encontrar" ou passar em algum concurso de nível superior depois de conseguir meu diploma. O salário não é  essas coisas, mas me permite viver com conforto e sei que muita gente gostaria de estar no meu lugar: meu pai passou MUITO tempo ganhando o que eu comecei a ganhar (e gastar) aos 21 anos e sustentou a mim e a minha irmã com esse dinheiro e o salário equivalente da minha mãe. Então, nunca tive essa coisa que pelo menos metade desses concurseiros têm de ficar pulando de concurso em concurso até conseguir passar no mais "top". Faço terapia há mais de dois anos e tô cansada de ouvir história de gente que ganha seus R$20 mil como servidor público e é infeliz, e tenho certeza que me encaixaria nesse caso. Dinheiro é bom, mas não é tudo. Voltando, achei que daria para segurar as pontas por mais tempo, mas depois de hoje vi que DEU. Muita gente faria o que eu faço pelo meu salário sorrindo de orelha a orelha, mas que não quero perder minha vida fazendo um serviço mecânico que não tem nada a ver comigo e no qual eu não sou valorizada e não tenho o mínimo reconhecimento. Felizmente, eu sou jovem ainda e a hora de chutar o balde é AGORA (agora eu quero dizer depois de entregar minha monografia e conseguir meu diploma, hehehe!)!

Hoje, quando eu "fui chamada para conversar" antes mesmo de ligar meu computador e achei que não ia aguentar mais, apesar ainda das notícias nada boas pra mim (apesar de que podia ser pior), eu consegui respirar fundo e engolir o choro... e decidi que não ia adoecer, não dessa vez, não de novo e não por ISSO. Na hora meu coração desacelerou e eu entrei numa espécie de zen mode e decidi que mais nada disso vai me abalar. FODA-SE esse lugar. FODA-SE boa parte dessas pessoas. A partir de hoje, farei minha parte e ignorarei todo o resto...  é muito triste presenciar a que ponto chega o ser humano: mas isso não é mais problema meu - aliás, nunca foi. EU é que sou besta por ainda me importar.


Felizmente, minha vida tá longe de se resumir a isso: isso é meu trabalho. E ponto. No mais, todo mundo sabe que, quando um departamento da vida vai bem, outro desaba espetacularmente em pedaços. Acho que isso acontece pra que a gente nunca fique parado e tenha sempre que agir e/ou reagir a determinada situação. A questão é não se descabelar, respirar fundo e buscar forças no que tem dado certo. E, depois dos últimos dois anos, finalmente eu tô conseguindo entender isso. Aparentemente nesse meio tempo eu acabei atraindo muita coisa negativa pra mim mesma por causa da minha autossabotagem e acabei considerando isso como líquido e certo, ignorando as coisas boas e/ou achando que não as merecia. Felizmente, eu achei melhor sair do fundo do poço... ir em frente nesse labirinto no qual eu tô perdida todo esse tempo, mesmo que eu ainda não saiba quando eu vou achar a saída. Estou dando passos de gueixa, mas não volto mais atrás. Olhar para trás não vai adiantar. O que eu posso fazer é lembrar das armadilhas  que eu já encontrei (a maioria "self armadilhas" como diz meu psicólogo), para prestar mais atenção lá na frente e não cair nelas de novo, e colher os frutos bons que eu consegui encontrar no meio do caminho para me alimentar e me nutrir e permanecer forte e sã, mente e corpo, no decorrer da caminhada. "It can't rain all the time".

Nutricionista ontem: melhor resultado em um ano e três meses quase. Podia ser bem melhor, mas considerando as circunstâncias atuais, que não estão MESMO ajudando, é de se comemorar MUITO que eu não tenha descontado na comida - nem na bebida, nem nas compras! Amanhã retomamos os estudos com tudo: madrugaremos até segunda-feira, fazer o quê? Correr atrás do tempo perdido. Não vou ficar de "mimimi" e pedir mais tempo para minha orientadora, vou fazer o máximo que eu conseguir. Simples. E hoje, para comemorar, vou comprar sapatos: tá em liquidação, tô precisando, tô com dinheiro sobrando e tô merecendo, ô, se tô!


PS: voltando a usar marcadores, agora que tem gente de novo por aqui haha
1 Response
  1. Alexandre Says:

    Tenho uma vontade quase incontrolável de aprender Francês. Italiano está em segundo lugar na lista.

    voltando ao tema. Todo os dias vou trabalhar e a possibilidade de eu causar minha própria demissão é real. Um dia isso vai acontecer mesmo, ainda mais do jeito que levo tudo a ferro e fogo.

    Quero tirar o máximo de proveito da empresa, isso significa seguir projetos que eu acho interessante, o que acho chato fica para a estagiaria fazer.

    Claro que o conflito de interesses é constante.

    Não sei se você já ficou desempregada. Eu fiquei achei as férias estendidas, deveras interessante. Primeiro por que tenho dinheiro guardado para aguentar adversidades. Segundo por que fazia bicos e trabalhava por minha conta, fazendo meu próprio horário.

    Tudo foi muito natural. Acabei num lugar com bem mais potencial que meu emprego anterior.