De novo...

[Sábado, 25 de maio de 2013]

...saí pra beber e senti essa necessidade de tomar banho e tirar a maquiagem - dessa vez, com todos os sabonetes que eu tenho direito, já que vou dormir em casa. Também não dispensei meu gel para pernas e pés - ou meu #BFF... não sei se eu já comentei, mas um dos meus objetivos diários tem sido convencer a mim mesma de que beirar os 30 NÃO é estar com o pé na cova.

No mais, mais um dia de reencontros (poizé, menos de uma semana depois: alguém lá em cima anda querendo testar meus nervos, só pode). Dessa vez, com um passado ainda mais distante: 10 anos.

Pausa para um momento nostalgia daqueles, não sei de onde eu desenterrei isso.



"Distorted eyes
when everything is cleary dying"


Voltando, quem mora aqui conhece a máxima: "Brasília só tem três pessoas: eu, você e alguém que a gente conhece". Enfim, não sei se foi a mais absoluta falta do que fazer nessa cidade que fez, tipo, a humanidade, ir baixar na Embaixada da Alemanha... provavelmente pra ver o jogo (acabamos indo embora mais cedo por motivos de falta de espaço praquele povo todo). Enfim, encontrei desde gente do trabalho a toda espécie de semi-conhecidos. E, claro, tinha que ter algum passado tenebroso: literalmente, esse envolveu até bruxaria, na época... bons tempos, hihi. Engraçado que eu sempre considerei esse um dos causos mais mal resolvidos da minha vida, um capricho que, independente do tempo que passasse, eu sempre quis saber como seria levar até o final. Mas, hoje, vi que passa, TUDO passa. E o de hoje também vai passar. Dormi com remédio (natural, mas tinha tempo que nem disso eu precisava mais) de quinta para sexta e, ontem, fui pro trabalho chorando durante todo o caminho: e mandando por ralo a maquiagem que eu tive todo o trabalho de fazer pra esconder aquelas olheiras que já somavam uns três dias. Tive um insight e me vi voltando à toda aquela negatividade em que eu me encontrava até pouco tempo. Mas, hoje, eu só ri. Sorri... Mandei mensagens pra uma amiga (minha partner in crime nessa época) e bebi... e até brindei com meu passado em questão. Porque, no final das contas, com diz uma outra amiga, a vida é uma piada deveras sem graça - e são justamente essas as que mais me divertem.
2 Responses
  1. Alexandre Says:

    Eu tenho 30 e não acho que estou com um pé na cova. São os dois pés mesmo. Acabou o luxo de ser indeciso. É um momento de definição. Aquela do maluco de 20 e tantos anos não cola mais.

    As vezes esbarro com uns causos meus na rua. Saio de perto. Prefiro deixar essas memórias exatamente como estão. Não teve uma que não cresceu lateralmente a olhos vistos, para começar. Se falar com elas, vou acabar bagunçando minhas lembranças.


  2. Yaciara Says:

    Eu queria mesmo te dar um abraço e dizer q meu passado também resolveu aparecer essa semana. Dificil é deixar onde ele deve ficar, lá atrás. Longe de nós. Se cuida. Beijos