Como estamos?

[Terça-feira, 28 de maio de 2013]

Hoje começou a saga Nádia x SAA/UnB Parte 2. Queria ter ido resolver isso quinta-feira passada, quando tava com a manhã livre, mas como hoje já tinha reunião de orientação, resolvi evitar a fadiga e ir à UnB só uma vez porque né, ninguém merece. O lado bom: comprovei que teria dado viagem perdida na quinta. O lado ruim: mais uma vez, comprovei que esse SAA parece trabalhar contra o aluno, e não o contrário. Resumindo: entrei em condição de desligamento (correto, vacilo meu) no 1º/2012, fui desligada no 2º/2012 (incorreto, erro deles) e fui reintegrada esse semestre com a condição de concluir o curso. PRIMEIRA COISA que eu perguntei ao tomar conhecimento da reintegração: "Posso trancar, se eu precisar?"; "Bem, você pode fazer um trancamento justificado"; "Então, eu posso?"; "Pode". Beleza. O plano era me formar ainda esse semestre só que, como eu só consegui uma orientadora dia 03 desse mês, obviamente eu não vou conseguir entregar uma monografia em dois meses e meio (mesmo porque minha orientadora só pega alunos que começam um semestre antes). Tranquilo, dei uma pirada por dois dias quando confirmei que muito difícil iria rolar ainda esse semestre, isso ao receber meu 1º "não" de outra professora que já tinha outros sete orientandos e depois caiu a ficha de que provavelmente a maioria dos professores estaria em situação parecida. Mas quando percebi que realmente gostava do meu tema e que, sim, queria defendê-lo, e que, a princípio as únicas coisas que eu iria adiar seria voltar a estudar italiano e, mais uma vez, a Oktober Fest (o que já ia ser quase impossível devido a choque de férias no trabalho: o colega que vai tirar férias em outubro abriu mão de janeiro pra bonita aqui passar o mês todo na Europa, então nem tem o que chiar), fiquei tranquila. Voltando (sim, isso é um resumo), hoje fui lá saber sobre que tipo de trancamento eu poderia fazer. "Você não pode trancar"; "Mas eu perguntei antes e vocês disseram que podia"; "Mas seu caso não tá dentro do trancamento justificado"; "Mas..."; "Você pode falar com a Fulana às 13h e ver se tem como mudar a situação da sua reintegração". E a pirralha virou as costas pra mim pra continuar pendurando bandeirinhas de festa junina. Como ainda tinha a orientação, respirei fundo e só pedi o telefone da Fulana de Tal pra ligar à tarde. Fiz isso. A fulana estava em reunião e iria embora direto; no dia seguinte, ela também teria reunião, duas. Respirei fundo novamente. Corri atrás de todos os manuais e legislações da UnB que tratam de desligamento e reintegração durante meu tempo livre no trabalho. Obviamente, com meu histórico constando seis créditos a mais do que eu precisava e com ainda um ano pra poder terminar o curso eu não teria com o que me preocupar. Mas como para eles vale "o sistema", eu preciso tomar minhas providências antes que "o sistema" me desligue de novo. Enfim, jeito tem: não sei qual vai ser, mas tem. Só que eu vou ter que ter toda uma dor de cabeça desnecessária, DE NOVO, por causa dessa porcaria que começou há mais de um ano. Lógico que, nesse meio tempo, TODAS as possibilidades do mundo me passaram pela cabeça. Desistir foi uma delas, lógico...considerando aquilo que todo mundo já tá cansado de me ouvir dizer, tanto esforço por uma coisa que eu nem quero e é só a mais lógica a fazer (formar) mas agora é questão de HONRA acabar com essa palhaçada.

Mesmo porque a monografia em si agora é o menor dos meus problemas, pelo contrário. Lógico, é estressante, te obriga a abrir mão de outras coisas no momento e, vamos combinar, passar um domingo inteiro lendo sobre biblioteca escolar não é exatamente divertido, mas. Ainda não acredito que consegui pensar num tema com algo de que eu realmente gosto dentro de uma área em que praticamente nada me interessa; encontrar uma pessoa disposta a me orientar nessa temática (meu maior medo era que me pedissem para mudar), então. E é A pessoa... uma das coisas que eu mais gosto nela é ver o quanto gosta e acredita no que faz, e eu gosto de gente assim, apaixonada: com ela, eu acabo lendo sobre biblioteca escolar e me emocionando (provavelmente tava de TPM, há!)! E, no fim das contas, estudar tem me dado um foco e me ajuda a esquecer do resto que tá desmoronando. Agora é questão de manter esse foco: nas últimas duas semanas eu não fiz praticamente nada (tranquilona por causa do prazo de quinze dias entre uma reunião e outra), tomei todas no sábado e me ferrei dando conta de tudo domingo. Hoje ela me elogiou, disse que eu fiz a tarefa direitinho e que foi um ótimo começo. UFA. No fim das contas, eu ainda tento fazer meu melhor apesar de tudo: mas não dá pra viver assim, on the edge, o tempo todo. Uma hora eu adoeço de novo o.O


Planos pro feriado: montar um plano de estudos e/ou de vida para a segunda metade desse ano; não  acredito que sábado já é junho. Enfim, não quero passar todo esse tempo me lamentando que "minha vida acabou" porque eu só vou entregar esse trabalho em novembro, muito menos chutar o balde e cagar com tudo depois de todo esse trabalho. Precisamos de um meio termo e de um mínimo de paz.


Aié[1]: meu psicólogo tinha me pedido para começar a pensar no que eu quero pra mim... não consegui em pensar em nada "grande", mas consegui pensar em mais coisas que eu não quero (depois da "crise" de quinta-feira, então). É engraçado como todo esse tempo depois o medo de repetir essa merda toda ainda é grande. Tenho raiva com o quanto as coisas parecem acontecer devagar, mas é aquela coisa: "você só pode sair do lugar quando souber para onde ir"... só que eu cansei andar em círculos, por isso eu desanimo. De qualquer forma, parece que eu finalmente tô começando a ver uma luz no fim do túnel, um nascer do sol no horizonte. Sinto que, dessa vez, eu chego ao fim dessa maratona... para ganhar minha "medalha de participação", que seja, mas é MINHA e eu a mereço: para me lembrar que eu fui até o fim. E que venha a próxima!

Aié[2]: meu pai hoje confessou que começou a fazer terapia hehehe, isso vai ser interessante!

Aié[3]: PRECISO dormir mais cedo. Ontem cochilei no ônibus e sonhei que o Leonardo DiCaprio seria o próximo papa, #querdizer.
2 Responses
  1. Ju Says:

    hahaha Eu já sonhei com o Léo também (ó a intimidade!hahaha), mas como papa é desperdício!

    Acho que você tá certa... corre atrás e fecha esse ciclo! Essa medalha é sua sim, e você merece sim!

    É um pé no saco, mas no fim vale a pena e ainda nos dá orgulho!!!

    Torcendo por você!
    Beijinhos

    Ah! Tenho uma conhecida de infância que, hoje em dia, é professora da UnB... o nome dela é Lara... conhece?


  2. Alexandre Says:

    Não é esse povinho que vai fazer você desistir. Sei como é lidar com isso, dá uma angustia enorme nas dificuldades. Tem que encarar de frente, não tem jeito. Tudo parece muito mais difícil e doloroso que realmente é.

    Porra, pensar no que quer acho uma foda. Sei o que não quero. Como você vai saber o que quer? não sabemos de tudo. Muitas vezes acabamos descobrindo algo que nem sabemos que existe e gostando. Se prender na pequena realidade do nosso cotidiano acho uma furada.