Às vezes...

[Sexta-feira, 24 de maio de 2013]

...eu acho que eu não posso ser mais masoquista: mas aí eu vou lá e me supero o.O

Por algum motivo, eu tinha essa foto poser em algum lugar (é de 2007, relaxem...)

É incrível como, ESSE TEMPO TODO, eu AINDA NÃO APRENDI, que quando esses reencontros acontecem, tem coisa, SEMPRE tem coisa. E pensar que eu QUASE cheguei a tocar no assunto sem nem imaginar, mas não... não tem a ver comigo, nada disso, nunca teve. E não ia mudar justo agora. A essa altura, eu já devia ter aprendido que nem sempre as coisas acabam bem, muito menos do jeito que a gente quer. E, considerando tooodo o andar da carruagem, até que as coisas tão bem boas... Quando a gente fica mais velha, percebe que, no fim das contas, o que importa é ter PAZ. E isso, felizmente, eu já consegui faz tempo. No fim das contas, foi melhor assim. Aquele momento foi perfeito do jeito que foi e, se eu tivesse aberto minha boca tudo iria por água abaixo. Então, "fazendo a Pollyanna", fico contente que tenha sido assim. Melhor curtir minha dor só, como eu sempre fiz: principalmente na última vez, com as moedinhas da sanidade. Não faz mais sentido sentir dor alguma... É só que é meio (que completamente) foda essa coisa de "end of an era". Acabou, c'est fini... mas hoje eu só choro por mim: porque eu sou humana, em primeiro lugar, e, em segundo, porque eu não sei o que vai ser de mim nem o que eu quero pra mim.

Engraçado que foi justamente essa a questão sobre a qual meu psicólogo me pediu para refletir durante a próxima semana... "o que VOCÊ quer"? Contei sobre a formatura da minha prima (depois eu conto aqui: ou não... tou sem tempo, porra) e sobre ter almoçado com meu pai no local de trabalho dele mais cedo no mesmo dia e sobre ter considerado isso uma baita duma (in)direta. E ele me falou sobre isso tudo, pensar no  que EU quero; ele comentou até que "talvez formar uma família não seja prioridade": e não é MESMO. Então porque eu tô aqui de olho inchado nesse exato momento, eu me pergunto. Não é "inveja" nem nada do tipo "poderia ser eu ali". É mais isso mesmo, de ver esse tipo de coisa se repetindo (o que é natural, muita gente casa e tem filhos na minha faixa de idade) e eu ficando para trás... não exatamente nesse sentido, mas, sei lá, em TODOS. Obviamente o departamento dos relacionamentos não é o meu forte: mas se eu não dou conta nem da questão profissional/carreira/trabalho, então eu tô muito fodida, porque se eu não me encontro nem na única coisa que depende 100% de mim, o que me resta? Além de morrer só, morrer frustrada? Enfim, ele disse que me vê sempre com muitas dúvidas... mas que eu deveria começar a me fazer algumas perguntas, ao invés de só querer todas as respostas prontas. Nesses dois anos, percebo que, aos poucos, fui descobrindo o que eu não quero. E ainda tô presa aqui, com minha vida social ao léu, sem conseguir me olhar no espelho, me perguntando se eu mereço querer alguma coisa. Ainda sinto resquícios desse impulso de me punir, por, sei lá, "não ter dado certo". E foi tão triste me ver dizendo isso de novo... Isso não vem de mim. E é isso que eu tenho que começar a observar: o que sou eu, quem sou eu de verdade e o quanto de mim são outras vozes me dizendo o que eu posso/devo fazer. E parece que, para isso, para variar, eu vou ter que continuar sozinha. "Maybe I'm alone and that's what I'm qualified to be".


Para finalizar, a trilha sonora dessa palhaçada toda - antes de "The Vampire Diaries", essa música era MI-NHA (e eu achando que estudar com Within Temptation seria uma boa ideia HA-HA-HA)


"I'm here on the edge again
I wish I could let it go
I know that I'm only one step away
from turning it around"
1 Response
  1. Alexandre Says:

    Sei bem como é isso. Cara, isso me joga no fundo do posso. Ver a sua realidade exposta num olhar de tristeza e as realizações que você deixou escapar por entre os dedos. Isso acaba com minha paz interior muito necessária para micro-gerenciar o que me resta de possibilidades.

    Nunca consegui tirar nada de positivo disso. O que importa é daqui para frente, o passado já foi. É só para não cometer os mesmo erros.

    Pensa no que você vai fazer daqui para frente. Isso sim dá para mudar.

    Vai!