Acho...

...que hoje foi um daqueles dias em que os psicólogos se perguntam "por que diabos eu escolhi essa profissão?"

Tá, eu sabia que, de alguma forma ele ia brigar comigo. Mas precisava cortar meu barato desse jeito? Enfim, pelo menos não passei nem 24 horas iludida.

#vouconfessarque...

...tudo o que eu sinto agora é alívio... e gratidão por tudo o que tem acontecido de exatamente uma semana pra cá. Fazia tempo que eu não tinha um choque de realidade assim e, sabe, dessa vez isso não é algo ruim... MUITO pelo contrário. E, dessa vez, eu juro, JURO que eu vou fazer diferente.

Primas...

...que tentam dar uma de cupido para cima de mim: vocês estão fazendo isso errado, MUITO errado. #ficaadica

Baterias recarregadas

Sessão de terapia FODA. Niver da prima no Outback. Show do Robert Plant. E mais um fim de semana inteiro regado a amigos, cerveja e roquenrou. Nunca me senti tão viva como eu venho me sentindo desde a última quarta-feira... E daqui a 6 dias tem Slash e Myles-Husband-Kennedy, beijos.

Do significado de VIDA ou "Last night I dreamt..."

"...that somebody loved me."

Ouvi essa música outro dia essa semana, no trabalho. Abrindo um parêntese: quando chego no trabalho, simplesmente abro minha pasta de músicas e ponho TUDO para tocar na ordem aleatória... assim, as músicas me escolhem ao invés do contrário - mesmo porque são mais de 16 mil arquivos, ou 52 GB. Então não acredito ter sido mera coincidência essa música "ter me escolhido", depois de tanto tempo sem ouví-la, justo essa semana.

Essa noite eu sonhei que eu voava. E que eu experimentava novamente o sabor de um beijo. E outra noite, que eu era pedida em namoro pela primeira vez. Sonhei que eu ia redescobrindo o significado de vida: vida MESMO, não "sobrevida" de conseguir levantar da cama e cumprir as obrigações do dia; vida que se se percebe nas pequenas coisas que a gente não costuma dar valor... um dia de sol, uma árvore florida, um sorriso, um abraço, uma mensagem, uma música que toca a gente. 

Sinto falta da vida assim. De quando a vida era bem mais do que eu ter que fazer minha monografia e, finalmente, concluir meu curso - do qual eu não gosto. Sinto falta da vida antes dela deixar de ser vida e virar sobrevivência. De quando eu conseguia dormir, mesmo dormindo pouco e, mesmo dormindo pouco, eu conseguia ter ânimo para sair nos finais de semana, porque eu ia encontrar com os meus, minha vida. Sinto falta dos convites, das mensagens... de qualquer sinal que me lembre que eu ainda existo. Da vida antes do "Face". Das risadas, das lágrimas e de quando havia mais que apatia e letargia. Da loucura, da intensidade, do sentimento. De compartilhar, de carinho, de abraço, de beijo e de cafuné.

Essa semana eu só quis dormir, mais do que nunca. Diferente do que costuma acontecer, eu tenho sonhado todos os dias. Não me lembro de tudo, mas lembro que, naquelas horas de sono, havia VIDA. Vida como havia antes disso tudo. Antes de eu acabar sozinha; tá bom, "jogada". E, olha, isso não é vida. Não aguento mais guardar tudo pra mim ou só conversar com meu psicólogo. Quero chorar até desidratar, quero beber e desabafar. E fazer as coisas sem ter medo de me arrepender depois, simplesmente viver o momento, sabe?

E que meu inconsciente me mostre o caminho para eu seguir em frente, mesmo que eu não saiba extamente o que vou encontrar. Mas, contanto que, além de viva, eu me encontre novamente cheia de vida, já vai valer a pena. Por mim e minha VIDA.

Momento #amúsicaescolheapessoa do dia


"I heard you crying
Somebody stole my soul
How could I be dying
I turned twenty five days ago

We're all on the ground crying out

Would somebody save me please

I won't sit around just thinking about
The troubles that tomorrow brings
Yeah

[...]

I'm dying to be alive, yeah
Not trying to just survive, yeah

Let's not go through our lives
Without just dying to be alive
Yeah

And we all come
Tumbling down
No matter how strong
We all return to the ground
Another day gone
A day closer to fate
And soon we'll find it's a little bit too late
Too late


[...]

And we all come
Tumbling down
No matter how strong
We all return to the ground
In the days to come you'll say why did I wait
You can't just leave your life up to fate

You got to turn it around before it's too late"

Do recesso

Último dia do meu recesso - ainda tinha quatro dias para tirar do recesso de fim de ano do ano passado, aproveitei e emendei com o feriado. E não foi nem de longe do jeito que eu esperava. Achei que eu fosse conseguir resolver minha vida em uma semana, mas. Percebi que a bagunça física não é a questão, que isso é muito simples de se se resolver e que não vão ser umas dicas de feng shui que vão salvar minha vida. Ontem foi um dos dias mais fodas (não num bom sentido) dos últimos tempos. Eu finalmente parecia bem, mas aí veio AQUELA reação. Aquela sensação de que eu tinha levado um soco na boca do estômago, tão parecida com aquela de pouco mais de dois anos atrás - embora eu soubesse que estava exagerando. Mas o problema não era ele, era eu. FINALMENTE, o insight. Finalmente, eu percebi. Percebi o que a gente vem tentando descobrir todo esse tempo. E senti vergonha. E medo. E desespero. Sabe quando você consegue se ver "de fora", como se fosse outra pessoa? E o que eu vi não foi uma mulher, mas uma criança morrendo de medo e esperando ser salva por alguém. A essa altura do campeonato, TUDO o que eu faço parece ser uma tentativa de conseguir alguma atenção... ou demostrando fragilidade ou fazendo algo com o intuito que alguém se orgulhe de mim. Mas, e EU? EU morri... ou tô a um passo disso. Como ele disse, quase soltando a corda que é a única coisa que me impede de cair no fundo do poço... quase sendo soterrada porque eu me recuso a sair desse prédio que está para desabar. E é isso o que vai acontecer se EU não fizer nada por mim. Porque ninguém vem me salvar... Talvez até se lembrem de mim e venham atrás, mas vai ser tarde demais. É isso. Ainda aceitando, processando, digerindo tudo isso. Mas com uma certeza: eu QUERO viver.

Minha receita para salvar um dia de merda...

...com a segunda sessão de terapia seguida desmarcada como a gota d'água. (y)

  • Cinema sozinha;
  • Milkshake de Ovomaltine no Bob's (para tomar no cinema, lógico);
  • Café espresso na livraria;
  • Passar uma hora na livraria e sair levando quatro livros - ligando o foda-se para a meta de não comprar livros novos definida há mais ou menos um mês, depois do qual quase dez livros novos foram adquiridos;
  • Ouvir Dream On, do Aerosmith, repetidas vezes e sem se preocupar em chorar na frente de todo mundo no ônibus, até chegar em casa;
  • Usar um bom rímel à prova d'água, ou seja, de um toró que vai te pegar na hora que você tiver que pôr o pé na rua e da sua própria enxurrada de lágrimas;
  • Se permitir rir com as cenas do Adauto, na novela das nove;
  • Se permitir comer "macarrão branco" (aprendi a falar "dietês") no jantar e doce de leite de sobremesa;
  • Aceitar as sugestões da irmã para comprar livros de promoção, que ela achou a sua cara, pela internet - acho que agora eu completei os dez;
  • Ainda tenho planos de ver Bridget Jones antes de dormir porque, né, uma semana inteira em casa tem que ter ao menos UM momento divertido.

Status

Passando raiva com a dança do ventre.

Não sei como tem gente que consegue viver profissionalmente disso, porque olha.