Do significado de VIDA ou "Last night I dreamt..."

"...that somebody loved me."

Ouvi essa música outro dia essa semana, no trabalho. Abrindo um parêntese: quando chego no trabalho, simplesmente abro minha pasta de músicas e ponho TUDO para tocar na ordem aleatória... assim, as músicas me escolhem ao invés do contrário - mesmo porque são mais de 16 mil arquivos, ou 52 GB. Então não acredito ter sido mera coincidência essa música "ter me escolhido", depois de tanto tempo sem ouví-la, justo essa semana.

Essa noite eu sonhei que eu voava. E que eu experimentava novamente o sabor de um beijo. E outra noite, que eu era pedida em namoro pela primeira vez. Sonhei que eu ia redescobrindo o significado de vida: vida MESMO, não "sobrevida" de conseguir levantar da cama e cumprir as obrigações do dia; vida que se se percebe nas pequenas coisas que a gente não costuma dar valor... um dia de sol, uma árvore florida, um sorriso, um abraço, uma mensagem, uma música que toca a gente. 

Sinto falta da vida assim. De quando a vida era bem mais do que eu ter que fazer minha monografia e, finalmente, concluir meu curso - do qual eu não gosto. Sinto falta da vida antes dela deixar de ser vida e virar sobrevivência. De quando eu conseguia dormir, mesmo dormindo pouco e, mesmo dormindo pouco, eu conseguia ter ânimo para sair nos finais de semana, porque eu ia encontrar com os meus, minha vida. Sinto falta dos convites, das mensagens... de qualquer sinal que me lembre que eu ainda existo. Da vida antes do "Face". Das risadas, das lágrimas e de quando havia mais que apatia e letargia. Da loucura, da intensidade, do sentimento. De compartilhar, de carinho, de abraço, de beijo e de cafuné.

Essa semana eu só quis dormir, mais do que nunca. Diferente do que costuma acontecer, eu tenho sonhado todos os dias. Não me lembro de tudo, mas lembro que, naquelas horas de sono, havia VIDA. Vida como havia antes disso tudo. Antes de eu acabar sozinha; tá bom, "jogada". E, olha, isso não é vida. Não aguento mais guardar tudo pra mim ou só conversar com meu psicólogo. Quero chorar até desidratar, quero beber e desabafar. E fazer as coisas sem ter medo de me arrepender depois, simplesmente viver o momento, sabe?

E que meu inconsciente me mostre o caminho para eu seguir em frente, mesmo que eu não saiba extamente o que vou encontrar. Mas, contanto que, além de viva, eu me encontre novamente cheia de vida, já vai valer a pena. Por mim e minha VIDA.
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