Do recesso

Último dia do meu recesso - ainda tinha quatro dias para tirar do recesso de fim de ano do ano passado, aproveitei e emendei com o feriado. E não foi nem de longe do jeito que eu esperava. Achei que eu fosse conseguir resolver minha vida em uma semana, mas. Percebi que a bagunça física não é a questão, que isso é muito simples de se se resolver e que não vão ser umas dicas de feng shui que vão salvar minha vida. Ontem foi um dos dias mais fodas (não num bom sentido) dos últimos tempos. Eu finalmente parecia bem, mas aí veio AQUELA reação. Aquela sensação de que eu tinha levado um soco na boca do estômago, tão parecida com aquela de pouco mais de dois anos atrás - embora eu soubesse que estava exagerando. Mas o problema não era ele, era eu. FINALMENTE, o insight. Finalmente, eu percebi. Percebi o que a gente vem tentando descobrir todo esse tempo. E senti vergonha. E medo. E desespero. Sabe quando você consegue se ver "de fora", como se fosse outra pessoa? E o que eu vi não foi uma mulher, mas uma criança morrendo de medo e esperando ser salva por alguém. A essa altura do campeonato, TUDO o que eu faço parece ser uma tentativa de conseguir alguma atenção... ou demostrando fragilidade ou fazendo algo com o intuito que alguém se orgulhe de mim. Mas, e EU? EU morri... ou tô a um passo disso. Como ele disse, quase soltando a corda que é a única coisa que me impede de cair no fundo do poço... quase sendo soterrada porque eu me recuso a sair desse prédio que está para desabar. E é isso o que vai acontecer se EU não fizer nada por mim. Porque ninguém vem me salvar... Talvez até se lembrem de mim e venham atrás, mas vai ser tarde demais. É isso. Ainda aceitando, processando, digerindo tudo isso. Mas com uma certeza: eu QUERO viver.
2 Responses
  1. Constatação mais importante; "eu quero viver".

    Intenso desabafo.


  2. Yaciara Says:

    E viva, viva muito, viva sempre. Apesar de todas as dores, de todas as dificuldades, sempre resta algo para fazer valer a pena.