Lacrimosa - Schattenspiel

"Agora é a hora: o álbum de aniversário sai!


Um ou outro pode se perguntar, por que o LACRIMOSA simplesmente não lança uma 'Compilação Best of '? Muito simples: um "Best Of" é para pessoas que realmente nnão conhecem realmente uma banda e com uma coletânea de hits são forçados a gostar dela. Mas, e quanto aqueles que têm escutado à banda por anos e já possuemtodos os seus CDs? O que eles fariam com um "Best of"?

Para o vigésimo aniversario, nós não quisemos fazer um CD para as pessoas que não ligavam para o Lacrimosa no passado, fizemos um CD para aqueles a quem temos de agradecer por este aniversário: vocês, nosso público! E já que nós fomos questionados por vocês, muitas vezes, se poderíamos, finalmente, lançar as composições que não incluímos nos álbuns regulares, nós agora satisfazemos os seus desejos e apresentamos 16 inéditas e 2 novas faixas em 'Schattenspiel!

Mas, alguns podem perguntar agora, o que deveríamos fazer com sobras de canções?No LACRIMOSA não há sociedade de classes entre as músicas, porque nosso objetivo não é escrever hits, nosso objetivo é expressar os sentimentos e os sentimentos são relativos. Se nós não lançamos uma música em sua época, havia sempre uma razão para isso. Um exemplo: em "Schattenspiel" (= jogo de sombras), há composições que foram tão importantes para o desenvolvimento do Lacrimosa como pilares de sustentação na casa da nossa arte e nós não podíamos simplesmente retirá-las de nossa construção naqueles dias. No decorrer dos anos nós seguimos construindo e aquelas partes da casa são auto-suficientes hoje em dia. Hoje podemos arrancar os pilares sem que nada desmorone!Assim, cada título em "Schattenspiel 'tem sua própria história e no encarte do CD eu escrevo sobre todas essas histórias e explico a importância para o LACRIMOSA de cada título.
Com isso em mente nós lhe desejamos momentos emocionantes e tocantes com a música que nos últimos 20 anos nós temos tocado na sombra!" 

Tilo Wolff

Fonte: site oficial
Tradução minha


Na contagem regressiva para o show do The Cranberries aqui em Brasília, o momento #amusicaescolheapessoa do meu fim de semana se deu com Lacrimosa.

Conheci a banda em 2005... estava na minha "fase gothic metal" e me surpreendi com o quanto o Lacrimosa era diferente de tudo aquilo. Como o próprio Tilo Wolff afirmou, em entrevista ao site Whiplash em 2004, "O Lacrimosa é a inspiração de sentimentos, sem ter vínculo com estilos musicais. De fato a imagem e fotos podem sugerir que somos góticos, mas nem sempre exploramos esse estilo a fundo. É algo mais profundo. Mas não me importo com isso."


Hoje em dia não ouço mais quase nada no estilo. As poucas bandas que ainda se mantém no meu playlist são After Forever (que acabou em 2009 - e que eu, felizmente, pude conferir ao vivo três anos antes), Within Temptation e Nightwish (que vai ser sempre minha preferida forever and ever)...

Já Lacrimosa não é o tipo de banda que eu ouço sempre. É uma música tão carregada de sentimento... eu não consigo ouvir se não posso prestar atenção em cada detalhe e, consequentemente, pôr minhas emoções pra fora...


Nessa última semana, então, "lembrei" que eu tinha o Sehnsucht (2009) no meu trabalho e que o tinha ouvido não mais que duas vezes. Depois de reavivar minha memória, fiquei me perguntando o poruqê disso, o álbum é simplesmente maravilhoso. Lembrei também do lançamento do Schattenspiel e resolvi, nesse final de semana, conferir esse último trabalho...

O álbum, duplo, traz 18 faixas dispostas em ordem cronológica, o que ajuda a perceber as diferenças entre o Lacrimosa de 1990 e o de 2010. As duas músicas novas são “Sellador” e “Ohne Dich Ist Alles Nichts” nas quais eu confesso já estar viciada. Disponilizo abaixo vídeos em que se pode conferir o áudio das mesmas... além da versão de Schakal não lançada na época e que está presente no novo álbum; vale a pena conferir... além de ser um dos principais clássicos da banda, é uma das minhas músicas preferidas, na vida. (L)




"emotion sickness"

Quando eu resolvi entrar nessa de novo, sabia que tudo poderia se repetir, que eu não poderia esperar nada de bom... mas, na época, minha vida parecia tão miserável que, mesmo que eu viesse a enfrentar aquela dor de novo, pelo menos ela já era minha velha conhecida, diferente daquele câncer que tava me consumindo. Pois bem, parecia câncer, mas agora acho que é AIDS... e aquela dor que eu tinha enfrentado outrora, agora era consequência de um vírus fortalecido. Eu tô viva, mas nunca me senti tão doente, tão diferente do que eu já fui um dia, a ponto de quase me desconhecer... 

 Por Nádia Galdino,
11/10/2010

[Comfortably Numb - Pink Floyd]

Olá!
Há alguém aí dentro?
Apenas acene com a cabeça se você consegue me ouvir
Há alguém em casa?

Vamos, vamos, agora
Ouço dizer que você anda deprimido
Posso aliviar sua dor
Pôr você em pé de novo

Relaxe
Precisarei de alguma informação primeiro
Apenas os fatos básicos
Você poderia me mostrar onde dói?

Não há nenhuma dor, você está recuando
Um navio distante soltando fumaça no horizonte
Você só está sendo captado em ondas pelo receptor
Seus lábios se movem mas não consigo ouvir você
Quando era criança, tive uma febre
Minhas mãos me pareciam dois balões

Agora tenho essa sensação mais uma vez
Não consigo explicar, você não entenderia
Não é assim que eu sou
Me tornei confortavelmente entorpecido


OK
Apenas uma picadinha de agulha
Não haverá mais aaaaaaaah!
Mas você poderá se sentir um pouco enjoado
Você consegue se levantar?
Acredito mesmo que esteja funcionando, bom!
Isso o fará agüentar fazer o show
Vamos, está na hora de irmos

Não há nenhuma dor, você está recuando
Um navio distante soltando fumaça no horizonte
Você só está sendo captado em ondas
Seus lábios se movem mas não consigo ouvir você
Quando era criança,
Vi de relance
Pelo cantinho do olho
Me virei para olhar mas tinha ido embora
Não consigo detectá-lo agora
A criança cresceu
O sonho acabou
E eu fiquei confortavelmente entorpecido


"ctrl c + ctrl v" da postagem do fotolog

Dando um sinal de vida pós Scorpions (que pra mim poderia ter tido pelo menos mais que só DUAS músicas do novo álbum e vários outros hits, mas ouvir Wind of Change ao vivo mais uma vez e na minha cidade com todo mundo cantando junto fez valer a pena a hora que eu passei na fila pra entrar e o lugar horrível que eu consegui no intuito de fugir do tumulto... TUDO pelo roquenrou - e Cranberries de premium que me aguarde hohoho), volta às aulas (aliás, não matei um dia sequer, ó; semestre passado, eu só fui uma semana inteira UMA vez), chuva (que eu só vi ontem - bem na hora de sair pro Inglês, entre oito e oito e meia da manhã... depois de acordar a semana inteira cedo pós três semanas de férias, foi a deixa pra eu voltar pra cama e dormir até meio-dia e, depois do almoço, até as seis da tarde - depois de 4 meses sem um pingo d'água em Brasília) e eleições (que eu não vou comentar - precisa? A Weslian Roriz é daqui, gente - porque não suporto isso de, de repente, TODO MUNDO achar e/ou fingir que entende de política e desatar a falar asneira. Vontade de deletar metade dos meus contatos no orkut e twitter por ter que ler "vote fulano", "vote sicrano"... e liberdade de expressão é o caralho).


Então. Passando basicamente pra dar uma satisfação pra quem ainda visita, comenta e, principalmente, lê minhas postagens.

Pretendo passar um tempo longe disso aqui, e de toda minha "vida virtual" em geral. O fato é que eu tô passando pela pior crise existencial que eu já pude imaginar. Hoje eu tô incrivelmente calma por ser uma madrugada de domingo pra segunda e ter praticamente só descansado durante esse final de semana. Mas a verdade é que eu simplesmente não tô conseguindo lidar com a pressão de ter 25 anos... e estar terminando uma faculdade, pra qual eu ralei dois anos e meio pra entrar, com a certeza cada vez maior que eu não quero trabalhar com aquilo mas sem saber o que eu quero de verdade e ainda ter mais um estágio, uma monografia, e sabe-se lá quanto tempo de concursos pela frente; de não ter ânimo pra quase nada e, quando eu tenho, não ser o suficiente pra eu conseguir levantar a bunda da cadeira pra ir lá e fazer (larguei a dança desde dezembro e não voltei mais, não sei mais o que é balada e não tenho saco nem pra me arrumar pra sair; uso o que eu sei que dá certo mil e uma vezes e só uso maquiagem pra não assustar ninguém com minha cara de zumbi, tamanhas são as minhas olheiras); de ter sido deixada, sem nenhuma satisfação, duas vezes e da mesma forma pela mesma pessoa; de não acreditar realmente que alguém possa me amar; de ser TÃO insegura, em todos os sentidos do mundo

Preciso cuidar não exatamente da minha "vida real", que, no fim das contas, não tem nada de tão diferente da da maioria das pessoas... mas de MIM. EU não tô bem. Mas quero ficar e, pra isso, preciso ver o que realmente é importante na vida e redefinir prioridades... pretendo conseguir sozinha, mas estou determinada a buscar ajuda profissional se for necessário - coisa que eu só não fiz por causa de dinheiro; procurar terapeuta por plano de saúde não é exatamente o que eu tenho em mente... apesar do absurdo que eu pago.


Não pretendo abandonar isso aqui, pode ser que eu volte amanhã, pode ser que daqui a um mês... pode ser que só ano que vem. Só quero dizer que, apesar de até me fazer bem postar aqui e eventualmente desabafar (ultimamente eu quase só fiz isso) e, principalmente, receber e retribuir comentários e visitar pessoas e ler posts que me agradam e poder comentar não só em retribuição, nada disso pode ser mais importante que minha saúde mental. E, no momento, eu preciso do máximo de tempo tempo sozinha que eu conseguir, conversando COMIGO mesma, descobrindo minhas verdades e não me preocupando em dar satisfação a ninguém, sabe como?!


Bem, é isso. Talvez tenha me exposto até demais, mas já tô num ponto que até responder a um "oi, tudo bem?" com "tudo" parece a coisa mais difícil do mundo. Cansei de tentar me distrair e/ou "ocupar minha cabeça". Quero resolver meus problemas, externos e internos... e não só cobrir essa mancha de vinho derramdo com um belo tapete pra, depois, descobrir que meu chão foi corroído e pode não ter conserto porque eu não cuidei daquilo na hora que devia. E TODO SANTO DIA eu acordo com essa sensação, de que não dá mais pra fingir que tá tudo bem e que muita gente daria tudo pra ter uma vida como a minha. Eu tô infeliz, não tem como negar isso. TÔ, mas não SOU. E é por isso que eu tô decidida a dar a volta por cima ao invés de agir como quem desistiu da vida e se conforma, mesmo morrendo aos poucos por dentro...


Enfim, agradeço a todos que já estiveram presentes aqui, pelas visitas, atenção e comentários, principalmente nos últimos dois meses...


:* e até a volta,
Nádia.