"She works hard for the money"

Trilha sonora pra inspirar... nº 1 no meu player quando eu tenho um dia DAQUELES no trabalho o/




A 4 dias de completar 4 anos de ministério/serviço público/trabalho (é meu 1º e único emprego até hoje), eu achei que já tinha visto de tudo; mas, como tudo na vida, a gente nunca pára de se surpreender.

A gente vive várias fases na nossa vida, mas ela bem que poderia ser dividida em antes e depois de se trabalhar... a gente simplesmente TEM que crescer, amadurecer e fazer aquilo que nos foi designado, pra ver a cor do dinheiro no fim do mês. E, pra maioria de nós, pobres mortais, esse dinheiro é SUADO - e como! O que não envolve só o quanto você ganha ou tipo e quantidade de serviço, mas tudo que tá envolvido no processo. Trabalhar também envolve distância de casa, transporte, alimentação, ambiente de serviço e, principalmente as pessoas - outras pessoas. Sem dúvida, um dos principais requisitos de um bom profissional é saber trabalhar em equipe e conviver com as pessoas do seu local de trabalho.


No começo do mês, completei seis meses de Conjur. Uma das poucas coisas boas que me aconteceu esse ano, essa mudança de setor no serviço depois de três anos e meio na Execução Financeira... Só de ter menos serviço eu já seria eternamente grata e, falando em gratidão, nunca deixarei de agradecer também tudo o que eu aprendi e vivi lá, foi uma verdadeira escola pra vida. Mas ano passado eu cheguei no meu limite. As centenas de prêmios (culturais, que a gente tinha que pagar) que começaram a chegar (antes era uma ou duas premiações no fim do ano e pronto) e não pararam mais, o novo sistema de convênios que mais dava problema (TODO-SANTO-DIA) que qualquer outra alguma coisa, o ponto eletrônico - como ainda estudo, tenho que compensar o horário: antes do ponto eletrônico, minha chefe tinha acordado comigo que acabando meu serviço eu podia ir embora, o que acontecia no máximo até as 19h30 num dia DAQUELES; depois disso, muitas vezes eu saía da aula antes de acabar pra poder pegar o ônibus mais cedo e chegar no trabalho o mais rápido possível pra bater o ponto e não ter que ficar até as 21h00, se eu atrasasse... Não foi fácil... quase todo dia eu chorava quando chegava em casa, cansada, estressada, sentindo falta de ter tempo pra qualquer coisa, principalmente pros meus amigos, que começaram a reclamar da minha ausência quando, de repente, eu parei de sair pra ficar em casa dormindo nos finais de semana... O pior de tudo era me sentir horrível por reclamar da vida; afinal (como meu pai não cansa de me dizer até hoje) não é todo mundo que consegue ser funcionário público aos 21 anos... MUITA gente daria um braço pra estar no meu lugar. Foi pra aliviar tudo isso que eu acabei aceitando, de novo, aquela droga que a vida me oferecia... era quase 100% certo que eu ia sofrer a abstinência e, pior, a mesma dor, quando visse outra pessoa usando as doses que eu não poderia mais comprar. Mas, "que venha, é melhor que esse câncer que tá me consumindo", eu disse... e hoje tô aqui, não com a mesma dor, mas com  ela multiplicada por dois; hoje tô aqui, sentindo a realidade como um soco na boca do estômago quando eu acordo. Mas "isso é outra história, e ficará pra outra ocasião".

[Continua - tá dando três horas da manhã e amanhã eu tenho que trabalhar, né?!]
2 Responses
  1. Yaciara Says:

    Quero saber o desfecho! =)


  2. É.... ou cresce ou cresce, ñ tem mto pra onde correr, né?

    Se a gente quiser uma vida um pouquinho melhor, tem que se esforçar, quem mandou ñ nascer rica né? =P

    Bjoks linduca!
    Curtindo "twittar" c/ vc (=