Memories

03/04/2009

ontem como quem não quer nada eu fui futricar o orkut alheio e admito que fiquei MUITO feliz com o que eu vi e que eu tô dando pala sem parar há quase 24 horas e que eu preciso MUITO que alguma coisa aconteça antes que eu acabe fazendo merda




ouvindo: Starship Trooper - Yes


voltar a ouvir Yes justamente agora só me faz acreditar que minha pala tem sentido! como eu sou patética
 
 
O pior é que tinha!


Penseira

A Penseira (Pensieve) é uma bacia de pedra rasa, com entalhes na borda, runas e símbolos. É brilhante, branco-prateada e se move sem parar; sua superfície se encapelava como água sob a ação do vento e, então, como uma nuvem, se dividia e girava lentamente. É um recipiente que serve para guardar pensamentos que ocupam muito espaço na cabeça de alguém. Após colocar a varinha na têmpora e tirar um fio prateado, coloca-se os pensamentos na penseira e eles tomam forma.

Tô aceitando uma dessas de Natal, ó

da dor e das doses




Há um mês...

só sei que eu tava num estado tal que pensei que qualquer sofrimento que essa situação pudesse me causar seria melhor que essa vida sem emoção alguma, pelo menos seria uma dor diferente... que viesse mais uma ferida daquelas cheias de pus pra eu lavar com minhas lágrimas dia após dia até curar. seria bem melhor que esse câncer que tava crescendo aqui dentro, essa doença desconhecida que tava me consumindo e tirando todas as minhas forças.


ainda pretendo chegar ao fim do ano dizendo que, aos trancos e barrancos, eu consegui manter minha sanidade

mas, dentro de todo esse processo de deixar cair a ficha de que eu cresci e de que algumas coisas nunca mais serão como antes, eu não posso me perder de mim mesma, sabe como?!

E, no meio disso tudo, eu não consigo deixar de lado, e nem quero, essa característica minha de acreditar que as coisas acontecem quando devem acontecer e que tem um motivo pra isso.


Ainda não descobri o motivo. Mas não me arrependo de nada, embora, no fim das contas, eu tenha errado em relação à dor. Afinal, onde eu tava com a cabeça achando que ela seria igual àquela de outrora?! Eu não sou mais a mesma, minha vida não é a mais a mesma. Mas eu sei que, assim como na outra vida, eu hei de me acostumar com ela. Não é fácil se acostumar com a dor, fácil é se acostumar, e acostumar mal, com aquela alegria momentânea. Difícil é ser racional nessas horas, é pensar que ela é efêmera. Difícil é não se viciar em cada um desses momentos, mesmo sabendo que eles custam cada vez mais caro e que, se não tomar cuidado, você vai acabar vendendo sua alma pra pagá-los. É esse o conflito que eu tô vivendo. Porém, diferente da outra vida, eu tô me poupando. Eu sabia qual era o preço e resolvi pagar, mas não queria me ver sem chão de novo... então eu tô me guardando; cada vez que eu saio atrás de mais uma dose, eu guardo um pouquinho de mim no cofre do meu lar. A moeda corrente no meu lar é a sanidade, e eu sei que eu preciso deixar em casa pelo menos um centavo porque, no momento que eu não tiver mais nada, essas moedinhas serão meu único tesouro. Tá sendo cada vez mais difícil conseguir uma dose, e isso tá exigindo cada vez mais de mim. Quando eu olho pro que eu ainda tenho de sanidade, eu vejo que eu cheguei naquele ponto. Cada um desses momentos tava me fazendo tão bem até eu viciar, e eu tô contando os dias pro vendedor me dizer: "desculpa, mas isso é brinquedo caro e você é menina pobre e não pode comprar". E minha sanidade me diz que esse dia vai chegar, afinal, quando eu voltava à realidade, ela me dizia que nada daquilo podia ser real; ela me diz que um dia eu vou acordar e não vai ser num conto de fadas. Então eu imaginei a abstinência, e, mais real que o efeito de qualquer dose, foi a dor de pensar que eu nunca mais poderia sentir nada daquilo; nunca mais viver aqueles momentos, nunca mais sentir aquela alegria. A dor é ainda pior do que a da outra vida, mas dessa vez eu tô me preparando. Eu tô cuidando do meu lar pra que nada falte a ele pra que, no momento derradeiro, ele possa me acolher e lá eu possa me curar.


TPM

Respondendo à pergunta...



pensamentos aleatórios


Talvez isso de substituir uma dor por outra não tenha sido a melhor idéia dos últimos tempos (y)

pensamentos aleatórios


Queria não ter sobreviver, mas viver.
Queria não ter que ser forte, mas ser feliz.

Christmas Time








1 mês pro Natal!

E daí, que depois dessas metáforas sobre magia e tal chega o Natal! O fato é que, pelo 4º ano seguido, o Natal vem perdendo a magia pra mim. O fato é que, quando se começa a trabalhar, o que realmente importa é o feriado em si, é o fato de a gente NÃO trabalhar.

E daí eu vim trabalhar com execução financeira e eu vim descobrir que, ao contrário da maioria dos mortais, inclusive dos mortais trabalhadores, aqui não é época de festa, muito pelo contrário. Em dezembro a gente tem que "se virar nos trinta" e não pode tirar férias nem recesso. Nossas árvores de Natal são as pilhas de processo em nossas mesas e nossa ceia é a pizza que a gente pede por ter ficado depois do expediente.

Papai Noel então, em quem eu nunca acreditei mesmo, agora é uma das personificações dos meus pesadelos que só me faz lembrar que o fim do ano chegou e que por algum motivo eu tenho que correr pra comprar presente pra todo mundo...

E pensar que há algum tempo minha frustração era não passar o Natal com a família toooda, toda fragmentada. Sentia inveja de quem passava a noite com seus 1001 primos. Hoje em dia eu só sei que eu já tô tão cansada que eu dou graças a Deus por poder chegar do trabalho, vestir a roupa que eu quero, comer a ceia da minha mãe, ouvir meu CD de Natal dos Hanson e assistir algum filme velho na TV. É, talvez isso seja a minha magia do Natal...

Feliz dia do livro o/



E olha ELE ali, ó

A história sem fim

Ao ler o livro, Bastian vai se lendo pouco a pouco. Enfronha-se em sua grande busca interior. [...] Bastian terá que enfrentar o vazio interno, o vazio afetivo que lhe consome a alma. É o Nada, capaz de engolir todos os seus sonhos e cegar quem dele se nutrir.

O livro começa a brotar dentro de Bastian. [...] Oferecem-lhe a jóia, o brilho do qual tanto sonhou e, assim, adquire o poder de satisfazer todos os seus desejos. [...] Entretanto, quanto mais realiza seus desejos nesse mundo de faz de conta, mais se afasta de si mesmo, até perder todas as lembranças que integravam sua história. A ausência de passado exclui o futuro e a esperança de projetos. Não há desejo sem memória.

Para retornar ao mundo dos homens, Bastian enfrentará uma jornada dolorosa. Não basta ir embora de um lugar, é preciso que se queira ir para outro. Só um verdadeiro desejo é capaz de guiar nosso protagonista. Bastian se perguntará: ”De onde virão os desejos? O que realmente é um desejo? E porque não podemos desejar o que queremos?” (...) “Não é possível invocar ou afastar os desejos deliberadamente. Eles provêem do mais íntimo de nós mesmos, sejam bons ou maus, e aparecem sem que saibamos como”.

Em seu retorno encontrará a casa mutante que se modificava constantemente. [...] Descobre que tal casa não tem só o dom de se transformar, mas também de transformar quem nela habitar. [...] Desperta-lhe o desejo de amar. Esse desejo lhe brotou quando reviveu o prazer de ser amado e cuidado. Mas a quem amar?

Bastian entrará nas profundezas da terra e perscrutará os subterrâneos de sua mente, o inconsciente, à procura de imagens de sonhos que possam lhe servir de guia em sua travessia.

Retirou de seu peito a jóia e mergulhou na fonte das Águas da Vida. [...] Havia transcorrido apenas um dia, mas agora possuía a alegria de viver e de ser ele próprio. Nascera de novo. Havia no mundo múltiplas formas de alegria, mas no fundo todas elas resumiam-se numa só: a alegria de amar.

Quando Bastian retorna a livraria para falar sobre o livro roubado que desaparecera, Koreander, o proprietário, disse-lhe: “você não roubou esse livro, porque ele não pertence a mim nem a você, mas a alguma outra pessoa. Se não estou enganado, ele deve ter vindo de Fantasia. Quem sabe? Talvez agora, alguém o tenha nas mãos e o esteja lendo”.


O mito pessoal de cada um necessita ser narrado, vivido, para que possamos dar sentido à nossa existência. [...] Ao contar e recontar as nossas histórias, nomeamos nossos medos e desejos, e nos recriamos.

Somos todos parte de uma história sem fim. Devemos aprender a salvar a criança que vive em cada um de nós e recriarmos a fantasia.
É importante apresentarmos aos nossos filhos o valor dos livros, para que um dia possam descobrir a sua magia. Termino citando Clarice Lispector, com um delicioso conto chamado “Felicidade Clandestina”. Nele, Clarice é menina, de cabelos livres. Dia após dia batia na porta de uma colega que possuía o livro “As Reinações de Narizinho”, de Monteiro Lobato. ”Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o”. Após uma longa tortura em que a promessa diária do livro era postergada, a mãe dessa menina lhe emprestou a obra por tempo indeterminado. ”Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante”.


Portanto, amemos os bons livros, pois eles são mágicos, nunca são os mesmos ao longo dos anos. Dependendo da época que os lemos, se modificam e nos modificam. Não vamos deixar morrer o reino da fantasia!
A análise cria condições que nos possibilite nadar nas águas turbulentas da vida e beber de sua seiva, trilhando caminhos com o coração. As histórias precisam ser contadas para que possam ser atravessadas.


BASTOS, Carmem Teresinha Frotas B. A história sem fim. Disponível em: Acesso em: 28 out. 2009.


POUCO foda, nénão?

Sinfonia


"Bem, você não sabe o que você teve até você perder
Mas, então, nada fere tanto como uma espera
Eu estou com medo e não estou preparada, e eu me sinto como se estivesse caindo
Então, você poderia me dizer onde nós erramos?
"

[Symphony - Sarah Brighman]


dia mágico

09/09/09, um típico dia mágico; talvez o mais mágico do ano.

tive minha época de bruxinha, de fazer simpatias bobas até o ponto de a sessão de esoterismo se tornar a minha preferida nas livrarias. e tinha um livrinho que eu gostava muito, da Alemdalenda... alguma coisa de dicas ou coisa que o valha de Govenka Morgan; era uma magia/feitiço/dica pro dia-a-dia mesmo em cada página e uma coisa que eu nunca esqueci foi dos tais dias mágicos/horas mágicas. eram momentos especias que a gente poderia aproveitar pra fazer desejos especiais. nunca esqueci pq sempre fez parte de mim; colocar o despertador pra 13:31 e não pra 13:30 pela simetria dos números e por aí vai. depois simplesmente passei a ver isso e outras manias irritantes que eu tenho como uma espécie de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) ou coisa parecida. depois passar a esquecer de toda essa história de ser bruxa... depois esqueci da magia.

é só que sempre, SEMPRE, por mais ruim que uma época fosse, depois de um tempo eu lembrava dela com uma nostalgia gostosa; lembrava da magia daquela época. lembrava ao ouvir uma música, ao sentir um cheiro, ao ver uma foto tirada em tal dia e, principalmente, ao ler alguma coisa escrita por mim. sempre que eu me perdia, tinha um pedacinho de mim me lembrando que eu vim de algum lugar; que não importa onde eu esteja e onde eu possa chegar, eu tenho um lugar pra voltar. e esse lugar sou eu mesma, eu sou meu próprio lar. O foda é que já tem um tempo que um vendaval me jogou no fundo de um poço seco e cada vez mais fundo; o foda é que o sol nasce e me enche de esperança com um novo dia, mas aí dá meio-dia e ele é tão forte que me cega e me incomoda e me irrita e me dá dor de cabeça e de repente eu só quero a noite de novo pra poder me recuperar daquilo... quem sabe no dia seguinte eu tenha forças pra tentar, mais uma vez, escalar as paredes do poço e voltar a procurar meu lar.

e escrever, pra mim, sempre me salvou... de qualquer vendaval, tempestade e raio que partisse. e, de repente, nesse tempo que a tecnologia avança tão rápido e diário já não existe, só blog, fotolog e o caralho a quatro eu comecei a me preocupar em escrever pros outros. um dia eu achei que escrevia bem, mas comecei a ver os outros escrevendo e a me achar cada vez menos digna de ter meu espaço, a podar minhas árvores de idéias minhas, só minhas e que eu não devia pensar se agradam ou desagradam pq elas tão e sempre estiveram no MEU lar. o fato é que nosso lar não precisa ser bonito pros outros, ele só precisa ser aconchegante e acolhedor primeiro pra quem mora nele e, se alguém gostar, que seja bem vindo! sinto falta do meu lar, sinto falta de ter pra onde voltar. quero sair desse poço, desse porão, fazer uma faxina na minha casa e me reencontrar em cada pedacinho dela. quero voltar a sentir a magia na minha vida.

Goodbye 'bon vivant' lifestyle

começando hoje?